Indústria 4.0 é o conceito para a nova revolução industrial do mundo

Inovações tecnológicas são aliadas aos processos de produção e geram novidades no mercado

A Indústria 4.0 é um conceito proposto recentemente, em 2013, originado a partir de projeto do governo alemão, que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, todas aplicadas aos processos de produção.

Este conceito tem um fundamento básico: mostrar que as fábricas que conectam máquinas e sistemas têm capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas em processos e se adaptar às mudanças inesperadas que podem acontecer nas etapas de produção.

Uma nova era de revolução industrial marca o início no mercado com este conceito, pois, com as fábricas inteligentes, diversos setores do mercado sofrerão o impacto provocado pela mudança nos produtos manufaturados. A Indústria 4.0 tem o objetivo de chegar ao modelo de indústria inteligente, que é caracterizado pela capacidade de adaptação, eficiência dos recursos e integração de todos os colaboradores envolvidos nos processos de criação, de valor e estratégia.

A partir de sistemas cibernéticos como Internet das Coisas e Big Data, os processos de produção têm a tendência de se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis. Isso significa que, com as fábricas inteligentes, diversas mudanças ocorrerão.

Pilares e princípios da Indústria 4.0

Existem alguns pilares que sustentam a base tecnológica para que a Indústria 4.0 se desenvolva. Os pilares, já citados anteriormente, são: Internet das Coisas e Big Data.

A Internet das Coisas ou IoT, tem como principal objetivo conectar objetos físicos, ambientes e máquinas à rede mundial de computadores, a qual permite a coleta e troca de dados entre os itens. Com a Indústria 4.0, o desenvolvimento da cadeia de produção passa diretamente pela IoT, pois os sistemas utilizados funcionam a base de sensores nessa conexão.

O Big Data, que significa gigantesco volume de dados estruturados e não estruturados que são coletados pelos softwares, se aplica na intenção de qualificar os dados recolhidos pela IoT, e transformá-los em informações relevantes para o negócio.

O tratamento de dados do Big Data inicia a partir dos ‘6 Cs’: conexão (rede industrial), cloud computing (computação em nuvem), cyber, conteúdo, comunidade (compartilhamento de informações) e customização.

Mas, além dos pilares de sustentação da Indústria 4.0, existem cinco princípios que contribuem de maneira direta para a implantação da tecnologia dos sistemas de produção inteligentes. São eles:

– Capacidade de Operação Instantânea – tratamento imediato de dados que oferecem possibilidade de tomada de decisão em tempo real;
– Virtualização – criação de cópia online que permite monitoramento remoto;
– Descentralização – aprimoramento dos processos de produção através da descentralização da tomada de decisões, que pode ocorrer a partir de um sistema cyber-físico e das máquinas, que fornecem informações sobre o ciclo de operação;
– Orientação a Serviços – uso de arquiteturas de softwares direcionadas aos serviços;
– Modularidade – produção com base sob demanda, que permite mais flexibilidade na alteração de tarefas previstas para as máquinas.

A segurança é um dos principais desafios para que a quarta revolução industrial seja um sucesso no mercado e, com esta tecnologia estratégica e conectividade que a Indústria 4.0 promete, os transtornos serão reduzidos ao máximo, e ainda, será fundamental que as companhias protejam o know-how, que estão contidos nos arquivos de controle dos processos.

(Fonte: Plastico Virtual)

Produção de plásticos cresce 2,5% em 2017 e supera expectativas

O desempenho da indústria de transformados plásticos em 2017 superou as expectativas da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e registrou alta de 2,5% em relação a 2016. Só em dezembro o crescimento foi de 3,7% em relação ao mês anterior na série dessazonalizada. Além disso, depois de três anos registrando o fechamento de postos de trabalho, o setor encerrou o ano com a abertura de 4.696 vagas, o que significa um incremento de 1,5%. Outro dado positivo foi o de consumo, que no ano passado foi 3,9% maior que o período anterior.

Os resultados foram influenciados positivamente pelo aquecimento de alguns setores, tais como máquinas e equipamentos (2,6%), eletrônicos (19,6%) e automotivo (17,2%) – que fizeram o consumo aparente crescer em 3,9% ante a 2016.

Segundo o Presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, os índices mostram uma reação da economia uma vez que o plástico está presente em toda a cadeia produtiva. “A continuidade da estabilidade econômica, aliada às previsões positivas de importantes consumidores de transformados plásticos – como a construção civil e a indústria automotiva, contribuem para que tenhamos uma postura otimista para 2018”, ressalta.

A entidade projetou para este ano um crescimento de 3% na produção física, 2% dos empregos e de 4,5% no consumo aparente. A expectativa de queda nos juros e inflação dentro da meta, bem como do crescimento do PIB, também contribuem para essa previsão.

(Fonte: GBR Comunicação)

Demanda em alta deve garantir ganho de margem à embalagem

Diante dos indícios de retomada da atividade econômica este ano, o setor de embalagens se prepara para um aumento da demanda. A expectativa é que o crescimento das encomendas possa garantir, inclusive, uma recomposição de margens aos fabricantes.

Nos últimos quatro anos, os segmentos de embalagens sofreram as consequências da recessão econômica, gerando retrações da produção em todos os seus ramos. “Estamos numa vertente de recuperação, com as perspectivas muito positivas para 2018”, diz a diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), Luciana Pellegrino. A avaliação dela é de que o setor acompanhe a dinâmica positiva apresentada desde o final do ano passado pelo varejo, garantindo uma “retomada efetiva”, mesmo com os desafios políticos às vésperas da eleição presidencial.

Segundo ela, a melhora do emprego e o retorno da confiança do consumidor vão determinar o ritmo de progressão do setor em 2018. “Somos menos impactados pelo aumento da concessão de crédito e mais pela expansão da renda, já que 70% das nossas embalagens se destinam a produtos não duráveis, como alimentos, cosméticos, fármacos e limpeza”, diz.

Conforme o economista e sócio da consultoria MacroSector, Fabio Silveira, este ano deverá marcar uma retomada da atividade econômica, com aumento dos volume e dos preços à indústria de embalagens. “Não será uma elevação de preços via custo de produção, que deve permanecer relativamente estável. Pode haver alguma alta pontual, por causa do petróleo, mas nada acentuado. O reajuste da indústria vai se dar pela alta da demanda [por embalagens]”, afirmou o economista.

Silveira acrescenta que esse incremento da procura por embalagens possibilitará ainda às indústrias um espaço para recomposição de margens. “Após três anos, as empresas tentarão elevar sua margem de lucro. Não vai ser uma grande melhoria, porque não há uma recuperação explosiva da demanda, porém vai garantir uma melhora da rentabilidade”, reforça.

Mesmo lenta, a retomada observada desde o ano passado já apresenta resultados. Em setembro de 2017, pela primeira vez desde outubro de 2013, a Abre registrou em seu balanço dois meses consecutivos de alta da produção. Entre janeiro e setembro, os volumes produzidos cresceram 0,27% sobre os nove primeiros meses de 2016. Diante deste resultado, a associação já projeta um crescimento de 0,6% para o setor em 2017, ante estimativa anterior, que era de 0,1% (número estimado até o mês de junho).

Enquanto no primeiro semestre do ano passado houve queda de 0,65%, na segunda metade de 2017 a expansão chegou a 1,9%.

Segmentos

Entre os principais segmentos da indústria de embalagens se destacam o de materiais plásticos, com cerca de 39% do faturamento do setor que, de forma consolidada, atingiu R$ 70,4 bilhões em 2017, segundo estimativa da Abre. Em seguida, aparecem embalagens metálicas, com 18,1% de representatividade, seguido por papelão ondulado (17,3%), cartolina e papelão (11,5%), papel (5,1%) e vidro (4,4%). A executiva da Abre revela que, em 2018, os segmentos ligados às embalagens metálicas, como aquelas usadas em bebidas, devem ganhar impulso, junto com as relacionadas ao de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos – especialmente vidros – e fármacos, pelo papel cartão. Em relação aos plásticos, Luciana evitou fazer previsões, já que é uma área muito pulverizada. “Nesse caso, há uma dinâmica muito particular para cada produto.”

Ontem, a Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO) divulgou que as vendas de papelão ondulado utilizados em embalagens – caixas, acessórios e chapas – subiram 3,91% em dezembro na comparação com igual mês de 2016, com dois dias úteis a menos, para 275,953 mil toneladas. Dessa forma, o volume expedido encerrou 2017 com avanço de 4,92% ante 2016, totalizando 3,501 milhões de toneladas.

Para a presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), Thaís Fagury, o volume de aço utilizado no Brasil para embalagens deverá somar, esse ano, cerca de 400 mil toneladas, ante 380 mil toneladas em 2017 e 378 mil toneladas de 2016. Segundo ela, o segmento de latas para alimentação apresentou um desempenho mais estável durante os piores momentos da recessão econômica. No entanto, se percebeu nesse período um grande processo de migração de tipos de embalagens. Ela cita como exemplo os molhos prontos, em que cerca de 90% do mercado migrou para flexível. “Os molhos em lata ficaram concentrados nos produtos premium. Isso ocorreu pela busca por menores preços das embalagens”, explica. Segundo Thaís, enquanto as latas destinadas a itens como leite em pó, conservas de milho e ervilha ou para frutas em conserva tiveram sua produção praticamente estável no ano passado (com uma expansão inferior a 2%); se destacou o aumento de 5% das embalagens destinadas para atum.

Em relação aos custos, ela minimizou o impacto dos recentes reajustes de preços anunciados pelas usinas no Brasil, reforçando que os repasses deste insumo devem afetar mais outras indústrias, como a de automóvel.

(Fonte: DCI)

Atacarejo cria novas oportunidades para o segmento de embalagens

No contexto econômico atualmente difícil do Brasil, muitas famílias estão buscando novos canais de compra que ofereçam preços mais atrativos. Uma nova pesquisa da empresa de pesquisa Euromonitor International indicou que um canal que ganhou destaque nos últimos anos foi o atacarejo que vem deixando de ser um canal exclusivo da população mais baixa e ganhando a preferência também das classes A e B.

Os atacarejos são principalmente relevantes na venda de bebidas. Segundo dados da Euromonitor, esse canal (que na pesquisa é identificado como um dos principais canais dentro de Mixed Retailers) representou, em 2016, 13% das vendas de bebidas frias (como refrigerantes, água e sucos), 11% das bebidas alcoólicas (como cerveja, destilados e vinhos) e 8% das vendas de bebidas quentes (como café e chá) no Brasil.

“Embora o atacarejo ainda seja um canal em desenvolvimento no que se refere às vendas de bebidas, sua taxa de crescimento está muito acima da média do varejo tradicional. Pegue, por exemplo, o segmento de bebidas quentes, cujas vendas no atacarejo cresceu 10,5% entre 2011 e 2016 enquanto a média do varejo (excluindo vendas online) foi de 1,6%”, comenta Angelica Salado, Analista Sênior de pesquisa da Euromonitor.

Salado comenta que a configuração de um atacarejo, entretanto, é bastante diferente à de um supermercado na questão de exibição dos produtos nas lojas e no manuseio dos itens. “É muito comum o uso de empilhadeiras nos atacarejos uma vez que elas facilitam o acesso às prateleiras mais altas. Por consequência, isso exige que os produtos tenham uma maior resistência nas embalagens. Além disso, as prateleiras dos atacarejos tendem a ser muito maiores e mais altas, trazendo diversas marcas lado a lado ou empilhadas. Isso, por sua vez, dificulta a visualização das marcas e, consequentemente, exige embalagens visualmente atraentes e fáceis de serem identificadas”, comenta.

Não coincidentemente, várias marcas de cervejas modificaram suas embalagens, alterando logo e identidade visual, para melhor se posicionarem junto ao consumidor e também para atenderem as demandas desse novo canal em destaque. A pesquisa da Euromonitor apresenta como cases de sucesso que valem a pena comentar o da Heineken, que aumentou o tamanho da sua estrela vermelha icônica da embalagem, e da Itaipava, que trouxe novas cores para sua embalagem e também incorporou uma coroa como símbolo da marca.

Angelica afirma que, embora o desenvolvimento de novas embalagens exija um alto investimento, as marcas precisam considerar se seus produtos atendem às novas demandas do consumidor no atacarejo. “É importante ressaltar que esse canal certamente deve se consolidar ainda mais nos próximos anos, ainda que o consumidor volte a ter uma renda parecida dos anos pré-crise. Para as marcas, isso significa que essas inovações de embalagem devem permanecer relevantes por muitos anos”, finaliza.

(Fonte: Blog Euromonitor)

Tendências que direcionarão o mercado de embalagens nos próximos anos

À medida que a dinâmica das sociedades urbanas evolui, o mercado de embalagens cresce e ganha importância globalmente. Isso tem acontecido devido à necessidade das marcas em desenvolverem estruturas de embalagens únicas, tanto para se diferenciarem na gôndola quanto para ajudar a formar e apoiar a identidade da marca.

Segundo Marcus Vinícius Carvalho, Gerente de Marketing para Alimentos e Embalagens de Especialidades para América Latina da Dow, entre as tendências em embalagens quatro se destacam:

– Maior praticidade para o consumidor – no Brasil, os fatores que impulsionaram o mercado de embalagens nos últimos anos são a maior participação da mulher no mercado de trabalho e crescimento da urbanização (leia-se tempo de deslocamento). Uma das consequências é a demanda por alimentos que possibilitem economia de tempo na hora de prepará-los. O Relatório de Estilo de Vida dos Brasileiros de 2016, da consultoria Mintel, identificou que 28% dos consumidores tendem a cozinhar mais em casa do que comer fora, o que reforça essa tendência. Com isso, espera-se que o aumento no volume do mercado varejista de produtos lácteos, molhos de cozinha e alimentos de conveniência, como refeições prontas e carne processada, permaneça nos próximos anos.

– Evolução tecnológica e credibilidade – novas tecnologias e o avanço da mobilidade são cada vez mais presentes na mente das empresas e dos consumidores. Estima-se, por exemplo, que 50% dos norte-americanos estejam interessados em escanear uma embalagem de alimentos para aprender mais sobre a procedência do que estão consumindo. Embora o preço ainda seja fator chave nas decisões de compra dos consumidores, a confiança da marca também desempenha um papel fundamental e cada vez maior nesse processo. Com isso, as empresas têm a chance de alavancarem a credibilidade, criar lealdade e ampliar o portfólio de produtos bem além das categorias tradicionais.

– O crescimento do e-commerce – um fator de grande relevância para o setor é crescimento do e-commerce, que permite às marcas explorar as oportunidades de design e personalização, ao mesmo tempo em que mapeiam e endereçam os desafios de eficiência. Cada vez mais consumidores fazem compras online e esperam ter uma experiência positiva em todo o processo. Além do design da embalagem, que deve servir para reforçar a marca e seus valores, a resistência é crucial para que o produto chegue de maneira íntegra até o consumidor.

– Sustentabilidade – o mesmo relatório da Mintel identificou que quando o preço e a qualidade percebidos dos produtos são iguais, há uma tendência cada vez maior de os consumidores se voltarem para atributos ecológicos ou de uso alternativo como fator decisivo de compra. Isso já é realidade em muitos mercados e as marcas não podem ignorar esses dados ao desenvolverem suas estratégias de posicionamento e marketing. É esperado que as empresas assimilem os desafios da sociedade às suas estratégias de negócios, endereçando, por exemplo, as mudanças climáticas.

De maneira geral, as embalagens atuais estão sendo desenvolvidas de forma a entregar conveniência, segurança e funcionalidade aos consumidores; manter os alimentos saudáveis e inserir processos que sejam mais sustentáveis e circulares. Nessa jornada pela atenção do consumidor, além do design, ganha importância também a comunicação mais clara e que ajude o consumidor a fazer a escolha de compra melhor e de forma mais consciente. As opções e tecnologias são muitas. O desafio é criar produtos que os consumidores anseiam e, ao mesmo tempo, as soluções que as marcas precisam, desde o desenvolvimento até a reciclagem ou reutilização. As embalagens têm potencial para tornarem o ciclo de vida mais simples, mais econômico e mais eficiente.

(Fonte: In Press Porter Novelli)

Embalagens perdem peso e ficam mais sustentáveis

Em paralelo à FiSA – Food Ingredients South America, no Transamerica Expo Center em São Paulo – , acontecerá a innovapack South America, reunião setorial que combina oferta de conteúdo tecnológico e exposição de produtos e serviços relacionados a design, tendências e inovação em embalagens de alimentos e bebidas. Embora ainda bem novo – sua primeira edição aconteceu no ano passado –, aparece com novidades, como o Packaging on the Road, ciclo de palestras para atualização profissional promovido pelo Instituto de Embalagens. Além disso, serão mostrados os resultados de um estudo sobre as mais recentes tendências internacionais no desenvolvimento de embalagens para alimentos e bebidas, desenvolvido em parceria com a empresa global de pesquisas para a criação de novos produtos Innova Market.

Haverá também conferências, como a de Fiorella Dantas, pesquisadora do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que abordará o tema Panorama das inovações tecnológicas e a evolução dos principais materiais utilizados na fabricação de embalagens para alimentos e bebidas. Algumas das inovações que serão citadas nessa palestra, adianta Fiorella, foram exibidas em maio último na Interpack (maior feira mundial da indústria de embalagens, realizada na Alemanha). Com elas, consolidam-se ainda mais tendências como conveniência e portabilidade.

No Brasil, observa a pesquisadora, também vêm surgindo demonstrações marcantes da força dessas tendências, a exemplo da recém-lançada versão Danoninho Para Levar, na qual esse conhecido produto dirigido ao público infantil e normalmente embalado em potes de poliestireno aparece acondicionado em um stand up pouch, que o conserva sem refrigeração por até cinco horas. “A embalagem desse produto apresenta design moderno com formato diferenciado e facilidade de abertura e fechamento, permitindo o consumo a qualquer hora, em qualquer lugar”, detalha Fiorella.

Estética e identidade de marcas e produtos também constituem vertentes crescentemente exploradas no processo de desenvolvimento de embalagens. Atenta a essa demanda, a CCL Label apresentou na Interpack um rótulo concebido principalmente para embalagens de sucos, que remete às respectivas frutas tanto no odor quanto na possibilidade de ser “descascada” pelo consumidor, pois pode ser retirada integralmente, pedaço por pedaço. “Ainda nesse caminho, a Dow apresentou o produto PoucHug, que remete ao toque suave com textura diferenciada e sensação de conforto”, relata Fiorella (referindo-se a um produto para embalagens flexíveis texturizadas que incorpora um não-tecido na lâmina externa).

E, há, obviamente, os preceitos da sustentabilidade, que ampliam o espaço de resinas provenientes de fontes renováveis, como o polietileno verde da Braskem e o ácido poliático, ou PLA (a própria Danone anunciou há alguns anos o uso de um percentual de PLA nas embalagens do Danoninho e de outros de seus produtos).

Também foram apresentadas como inovações na Interpack, ressalta a pesquisadora, sistemas que possibilitam o consumo fracionado dos alimentos e permitem fechar novamente a embalagem, assim como a impressão digital para lotes menores de embalagens e a impressão direta em garrafas plásticas. “Busca-se ainda reduzir a espessura das estruturas flexíveis com o uso de resinas plásticas de alta performance”, complementa.

Mara Lúcia Dantas, pesquisadora do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, falará na innovapack sobre Inovações e adequação das embalagens de transporte e equipamentos logísticos para a distribuição de alimentos e bebidas no Brasil. Segundo ela, na logística de alimentos começa a ser crescentemente utilizado, como alternativa economicamente mais vantajosa aos veículos refrigerados, o chamado ‘gelo reciclável’ (ou ‘reutilizável’). Mais comum nas embalagens menores para transporte de medicamentos e de outros produtos que exigem temperatura controlada, esse recurso ingressa nos recipientes logísticos maiores: “Agora, procura-se adaptá-lo para embalagens de 1 m³ ou maiores”, comenta Mara.

Feito à base de materiais como gel de celulose ou acrílico, o gelo reutilizável, após ser previamente refrigerado, é acondicionado em cavidades de contentores rotomoldados feitos de polietileno, especialmente projetados para essa aplicação. “Obviamente, a viabilidade dessa alternativa deve ser avaliada de acordo com fatores como a duração do trajeto do transporte e as exigências de temperatura específicas de cada alimento ou bebida, entre outros”, enfatiza a pesquisadora.

Também cresce na logística de produtos alimentícios, prossegue Mara, a substituição da madeira pelo plástico como matéria-prima dos paletes (até como decorrência das exigências mais rigorosas de higiene na indústria da alimentação). Também são estudadas alternativas para a otimização do transporte dos big bags, os grandes contentores flexíveis utilizados para transportar a granel grandes quantidades de açúcar e grãos, entre outros itens alimentícios.

Normalmente, explica a pesquisadora do IPT, os big bags são transportados um ao lado do outro na carroceria de um caminhão. Para otimizar o frete, já há casos de transporte com empilhamento desses contentores flexíveis. “Porém, para maior segurança, nesse caso eles podem ser unitizados mediante paletização, com aplicação de fitas de arquear, filmes tipo stretch ou mesmo engradados de madeira, para melhorar a estabilidade”, destaca Mara.

(Fonte – Plastico.com.br)

Mudança nas dinâmicas dos lares brasileiros demanda praticidade

A dinâmica das famílias está mudando, com lares cada vez menores e com rotinas mais intensas nos centros urbanos. Dados da Euromonitor indicam que nos últimos 20 anos, houve um aumento de 332% dos lares com somente um morador. Além disso, a participação das mulheres no mercado de trabalho, que cresceu em 112% no mesmo período, vem reduzindo o tempo disponível delas dentro de casa e exigindo conveniência e praticidade no dia a dia. Esse cenário está abrindo portas para novas categorias de produtos no formato de snacks e refeições prontas cujas taxas de crescimento projetadas são de 4,2% e 1,4% ao ano até 2021.

Abre-se, então, espaço para experimentação de produtos que possam endereçar essas novas demandas e as embalagens passam a desempenhar um papel fundamental como diferenciação entre as marcas. Pegue por exemplo o segmento de iogurtes. Tradicionalmente, a categoria sempre foi vendida em embalagens grandes a fim de oferecer um bom custo benefício para a família toda ou em embalagens menores para crianças comerem com colheres, porém, esses formatos tornam-se bastante inconvenientes para o consumo on-the-go, ou seja, na hora de levar e consumir o produto no trajeto para o trabalho ou escola. No entanto, já existem no mercado inovações que visam trazer essa praticidade para o consumidor. Um bom exemplo é o lançamento da Danone, Danoninho Para Levar, que traz o mesmo iogurte da marca numa embalagem tipo pouch que contém uma camada de alumínio permitindo que o produto fique fora de refrigeração por até cinco horas – ideal para a lancheira das crianças.

E a praticidade precisa ser considerada durante todo o processo de consumo, desde a estocagem até a hora de servir e consumir. Por exemplo, de nada adianta trazer uma refeição pronta deliciosa que pode ser levada ao trabalho, mas que exige que o consumidor leve os utensílios. A Sodebo ilustra esse exemplo muito bem, a sua Pasta Box oferece ao consumidor uma embalagem que pode ser levada ao micro-ondas e talheres para que o produto possa ser consumido. É preciso que as empresas pensem em embalagens que tragam a experiência completa.

À medida que os fabricantes dos produtos lutam para manter suas bases de consumidores no período de crise que vivemos, criar novas ocasiões de consumo é um elemento-chave para manter um desempenho sustentável. Nesse sentido, oferecer conveniência através das embalagens pode ser um fator de diferenciação.

(Fonte: Blog Euromonitor)

4 Passos para produzir uma embalagem segura

O ritmo acelerado da vida moderna tem impactado na qualidade da alimentação das pessoas nos últimos anos, fato que vem obrigando o setor a redobrar o foco sobre segurança. E a indústria alimentícia, para produzir produtos livres de contaminações e sem riscos, precisa estar atenta a um detalhe especial: a embalagem.

“Ela jamais pode ser uma fonte de contaminação para o alimento, independente do tipo de material com a qual é produzida. Todos eles – vidro, metal, plástico, etc. – precisam estar adequados”, resume Marisa Padula, Engenheira de Alimentos e Pesquisadora Científica do Centro de Tecnologia de Embalagem (CETEA), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL).

Mas o desafio é ainda mais difícil do que parece. Praticamente todas as etapas da cadeia produtiva, segundo Amanda Camargo, Diretora da Seguralis, trazem risco de contaminação. “Os perigos envolvem toda a etapa de elaboração, fracionamento, armazenamento e comercialização”, enumera a especialista.

Os riscos podem ser delimitados em três formas de contaminação: química, física ou microbiológica. Na primeira, a própria legislação faz o controle adequado. Mas, para enfrentar as demais, é preciso atenção com as boas práticas de fabricação. Em geral, segundo a pesquisadora do ITAL, as embalagens passam por altas temperaturas, o que pode resultar em sua contaminação microbiológica. Se a empresa utiliza água para resfriá-la, por exemplo, precisa ter cuidado com a qualidade dela. Processo similar ocorre com a contaminação física. “Um copinho, por exemplo, pode ter pelo, cabelo, etc., e isso também tem a ver com as boas práticas, como controle total de processo”, explica a especialista do CETEA.

A avaliação é reafirmada por Keli Cristina de Lima Neves, Consultora em Gestão de Segurança de Alimentos da BR Quality. “Os riscos físicos são importantes e variáveis de acordo com o tipo de embalagem. Porém, em todos os processos de fabricação, o risco de contaminação física existe e deve ser considerado”, alerta. “Apesar disso, as indústrias de embalagem podem garantir a microbiologia com medidas simples, adotando boas práticas de fabricação”.

Nesse sentido, existem várias normas internacionais que podem certificar a boa prática. “Esses processos falam o que é ideal para a fabricação de embalagem. Aqui no Brasil, já tivemos uma consulta pública (nº 42, de 13 de maio de 2015) e esperamos que a ANVISA publique logo. Ela dispõe sobre boas práticas de fabricação para empresas que produzem embalagens alimentícias”, explica Neves.

Confira, portanto, quatro dicas para garantir a produção segura de embalagens, segundo a orientação de Amanda Camargo da Seguralis:

1. O material sanitário deve ser bem escolhido. Verifique na legislação sanitária o tipo de material que pode ser utilizado para o contato direto com os alimentos.
2. As instalações físicas e as tecnologias envolvidas devem estar íntegras e adequadas ao processo.
3. A higienização dos equipamentos envolvidos no processo é de extrema importância.
4. Os colaboradores envolvidos devem passar por treinamentos e capacitação para que possam trabalhar de forma adequada e evitar que os equipamentos sejam fonte de contaminação.

(Fonte: Blog da Fispal Tecnologia)

A “BACTÉRIA CIBORGUE” produz plástico e combustíveis

Ela usa a luz solar para produzir ácido etanoico, um elemento que é utilizado na fabricação de plásticos e combustíveis, sendo mais eficiente que a clorofila.

“Em vez de confiar na ineficiente clorofila para coletar luz do Sol, eu ensinei bactérias a criarem e cobrirem seus corpos com nanocristais semicondutores” pois “esses nanocristais são muito mais eficientes que a clorofila e podem ser criados por uma fração do custo dos painéis solares” relatou Kelsey Sakimoto, principal autor do estudo sobre as “bactérias ciborgues”, que estão sendo desenvolvidas para utilizarem a luz do Sol na produção de plásticos e combustíveis.

Sabe-se que a vida existe, em boa parte, devido a fotossíntese – a clorofila é um pigmento que faz parte do processo, porém sua utilização é mínima. A partir do intuito de utilizar a luz solar através de formas mais baratas e conscientes que essas bactérias começaram a ser projetadas e desenvolvidas.

A bactéria utilizada por Sakimoto foi a não sintética Moorella Thermoacetica, ela transforma em sua respiração normal o dióxido de carbono em ácido etanoico, que é um regente utilizado na produção de polímeros como politereflatato de etileno (PET), combustíveis e fármacos. Com isso a eficiência do processo é de 80%, sendo que é quatro vezes maior que o nível de painéis solares comercializados e mais de seis vezes o nível da clorofila.

Segundo o pesquisador, as bactérias tendem a ser mais eficientes que outras iniciativas na geração de combustível verde a partir de fontes biológicas. Outras técnicas fotossintéticas artificiais exigem a presença de eletrodos sólidos e com altos valores, enquanto o projeto que utiliza a “ciborgues” requer exposição ao Sol em vasos grandes com líquidos e, dessa maneira as bactérias se autorreplicam e autorregeneram.

Em conclusão, Sakimoto diz que “há uma possibilidade real de que há alguma tecnologia que vai surgir e melhorar nosso sistema”, por esse motivo é que são necessárias pesquisas aprofundadas e inúmeros testes para que, de fato, conclua-se que as ciborgues chegaram para solucionar e tornar mais fáceis e sustentáveis os processos de fabricação de plásticos e combustíveis fósseis.

(Fonte: Plastico Virtual)

Etapas do processo de reciclagem do plástico

A cadeia produtiva da reciclagem começa com o consumidor, que prepara a entrega de embalagens e produtos plásticos para a coleta seletiva ou aos PEVs – Pontos de Entrega Voluntária. De lá, o material é recolhido pelos catadores e cooperativas, levado aos Centros de Triagem, onde cada produto é separado pelo tipo de resina.

Na reciclagem mecânica, que é a mais comum para os materiais plásticos pós-consumo os resíduos passam por 4 etapas: fragmentação (moagem), lavagem, separação, secagem e extrusão.

Na fragmentação os resíduos são levados para um moinho que reduzem o seu tamanho. Na lavagem e separação, os fragmentos, comumente chamados de flakes, são lavados com água e a separação é feita pela diferença de densidade, ou seja, materiais mais densos afundam e os menos densos ficam na superfície da água. Na secagem, os flakes separados são secos em grandes secadores com circulação de ar quente e na extrusão, os flakes são alimentados em uma máquina extrusora, onde são fundidos por aquecimento e levados por uma rosca sem fim a uma matriz, formando os filamentos contínuos, comumente chamados de “espaguetes”, que são resfriados em uma banheira com água a temperatura ambiente e cortados em uma granuladora, formando os grânulos de material plástico reciclado, que são embalados.

As recicladoras enviam a matéria-prima para as indústrias de transformação, os chamados “Transformadores da Cadeia Produtiva do Plástico”. São elas que desenvolvem os produtos em plástico que fazem parte da nossa vida e que trazem soluções inovadoras para todos os setores da indústria.

Existem outros dois tipos de reciclagem:

Reciclagem química: processamento de produtos plásticos, transformando-os em substâncias químicas ou matérias-primas, sempre envolvendo processos de despolimerização.

Recuperação energética e incineração: queima de resíduos para gerar calor, vapor ou energia. Utilizada em locais onde a coleta não se dá de forma seletiva ou quando já foi esgotada todas as possibilidades de reciclagem mecânica. Os resíduos incinerados, na verdade, são considerados como rejeitos. Estima-se que a incineração de resíduos plásticos proporcione uma redução de 85-90% em volume de material plástico.

Fonte: Plástico Transforma.