Covid-19: a importância do material plástico diante da nova normalidade

Todos que trabalham em um ambiente fabril estão sentindo fortemente os impactos em larga escala provocados pela pandemia. Mesmo com os prognósticos otimistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a crise mundial será sentida severamente nos próximos dois anos e deve acelerar significativas mudanças na economia, na vida social, no consumo, nas relações de trabalho e em tantos outros contextos da vida.

Para o setor de Transformados Plásticos e Reciclagem, o contexto ao mesmo tempo que revela grande preocupação, destaca também a sua importância para a sociedade: o plástico torna-se cada vez mais imprescindível para os avanços da medicina e se consagra como aliado chave no combate ao coronavírus.

Já é possível prever os contornos da nova normalidade cotidiana com a imposição de acentuadas medidas de higiene e de prevenção, que não podem prescindir da contribuição dos produtos do setor.

Fornecedor de insumos para praticamente toda a produção de bens e serviços, o segmento plástico ganhou relevância, importância e reconhecimento da sociedade, no Brasil e no mundo, nos últimos meses em decorrência da crise sanitária global deflagrada recentemente.

Para o governo, ficou contundente a necessidade de se colocar em primeiro plano políticas de desenvolvimento econômico que favoreçam definitivamente e eficazmente a nossa tão combalida base industrial.

O setor do plástico demonstrou a necessidade de nos tornarmos menos dependentes de produtos importados, especialmente de produtos vindos da China, como no caso de máscaras, ventiladores pulmonares e outros bens considerados relevantes para o combate à doença.

A crise descortinou também qualidades inquestionáveis dos materiais plásticos as quais estavam submersas nos discursos ambientalistas, apagando seus benefícios e a sua intrínseca relação com questões relacionados à segurança, higiene e a saúde da população.

Enquanto a pandemia avança, cresce também o consenso sobre a importância do uso do material neste momento de crise sanitária e como banimento de produtos como as sacolas plásticas podem colocar em risco os esforços de contenção da doença.

Tanto é que o movimento para eliminar as “sacolinhas” nos supermercados teve um revés em diversas cidades dos Estados Unidos e Brasil. Legisladores foram acionados para suspender, ao menos temporariamente, leis proibitivas, comprovando que o plástico, por suas características de descartabilidade e proteção é um forte aliado.

No país, a Justiça do Estado e São Paulo suspendeu recentemente a lei municipal que proibia o fornecimento de descartáveis (copos, pratos e talheres de plástico) nos estabelecimentos comerciais da capital paulistana.

 

Deixamos de ser vilões e passamos a ser heróis.

Mas o que por outro lado nos enaltece, também nos responsabiliza para manter a produção, cumprir os padrões de qualidade e os prazos de entrega aos clientes, diante de uma quebra de demanda em diversas áreas e um crescimento cada vez maior do setor de embalagens e produtos médico-hospitalares, especialmente máscaras, luvas e protetores faciais – escassos no mercado nacional e com grande dificuldade de importação.

Cabe-nos também administrar a elevação de preços dos insumos. Nos últimos meses, todas as resinas plásticas tiveram acréscimos que superam os 20%, sendo que o câmbio continua subindo e a perspectiva é de que novas altas devem acontecer, impactando no custo, na reposição de estoque e na saúde financeira da grande maioria das indústrias.

Neste sentido, o Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná – Simpep tem reforçado a sua missão de representar fortemente, em âmbito estadual, suas indústrias, identificando suas necessidades e buscando melhorias junto ao governo estadual, instâncias legislativas e parceiros do mercado para ajudar na manutenção do chão de fábrica, o coração de nossas organizações.

Outra medida da entidade tem sido a prestação de assessoria jurídica e repasse de informações relevantes e estratégicas. Atuando não apenas na comunicação, mas endossando procedimentos acerca de questões trabalhistas, especialmente aquelas relacionadas à área de Recursos Humanos, em decorrência da rápida necessidade de adaptação às medidas emergenciais e suas regras contratuais e jurídicas.

Em uma ação solidária, o Simpep também lançou campanha que vem mobilizando associadas, petroquímicas e fornecedores da cadeia do plástico para doações ao projeto #PLÁSTICOSALVA, que visa a entrega de 50 mil protetores faciais aos Hospitais Públicos e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Governo do Paraná.

Diante deste contexto, precisamos reforçar o papel do sindicato patronal, que ganha força enquanto entidade empresarial capaz de mobilizar a opinião pública e apontar tendências aos seus associados, prevenindo ações que podem prejudicar os seus interesses.

Infelizmente, podemos antever que só sobreviverão aquelas indústrias capazes de se relacionar com o mercado, entender e se reorientar no contexto pós-Covid-19, assimilando todas as mudanças bruscas que ainda virão pela frente.

Dirceu Galléas é presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) e também diretor da Macroplastic.

 

Texto: Dirceu Galléas 

 

A indústria do plástico no combate ao Coronavírus – ABIPLAST

Neste momento delicado pelo qual passa todo o planeta, é preciso falar sobre a chegada do coronavírus ao país e quais impactos terá em nossa economia, em nossas expectativas.

Antes, porém, é fundamental sublinhar que o momento exige que cada um de nós faça a sua parte para debelarmos o mais breve possível a pandemia. Os desafios são muitos e enormes. Convergência entre todos os agentes públicos e privados é a premissa para superarmos esta etapa histórica.

Isto posto, o horizonte econômico é muito ruim para o setor de serviços. Com grande parte da população em isolamento domiciliar e as medidas de fechamento de estabelecimentos – sobretudo bares e restaurantes –, para evitar aglomerações, o segmento já sente os efeitos.

Medidas de proteção a toda a cadeia têm de ser implementadas com celeridade, em especial a partir das esferas de governo, com poder para ações assertivas e direcionadas. É urgente planejar e executar com agilidade e firmeza, sob pena de haver um grande colapso, já no início desta crise – que, infelizmente, não deve ser rápida.

Sobre a indústria, evidentemente, espera-se redução da produção nos próximos meses e, portanto, uma desaceleração no volume produzido em 2020. Grande parte da cadeia terá que manter suas atividades, assim como os demais setores e, apesar de todos os impactos na economia e nas atividades produtivas, seguimos confiantes em enfrentar este cenário da melhor forma possível.

De nossa parte, podemos afirmar que a indústria do plástico está unida em torno de duas prioridades. Primeiramente, preservar e proteger a saúde e o emprego dos mais de 325 mil funcionários diretos e familiares das mais de 12 mil fábricas do setor.

Ao mesmo tempo, é imprescindível atender a demanda da cadeia produtiva de utensílios médico-hospitalares: máscaras, seringas, cateteres, bolsas de soro e sangue, frascos de álcool gel, vestimentas de médicos e enfermeiros e respiradores. As empresas associadas à ABIPLAST já estão mobilizadas para suprir com agilidade as necessidades da crise, mudando sua linha de produção e priorizando itens deste setor.

Por fim, a indústria também está focada em produzir embalagens para alimentos, bebidas, medicamentos, instrumentos cirúrgicos, produtos de limpeza, copos, pratos e talheres descartáveis.

O segmento segue atento aos movimentos do mercado e pronto para comportamentos atípicos de demanda e das incertezas, que serão muitas.

A indústria do plástico está unida e preparada para o combate ao coronavírus. Fica a certeza de que o Brasil emergirá da crise mais preparado para crescer, com geração de emprego, renda e qualidade de vida para a população. O setor, cada vez mais alinhado às novas necessidades do mercado e da sociedade – como, por exemplo, os conceitos de Economia Circular –, também permanecerá apto e disposto a seguir adiante para enfrentar os desafios.

 

Economia Circular e a reciclagem 

Nos últimos anos, a Economia Circular entrou no centro do debate e tem sido incorporada na estratégia de diversos atores da sociedade, gerando movimentação e reavaliação de comportamentos de consumo e de processos produtivos.

Apesar de a reciclagem ser apenas um tópico a ser aprofundado neste universo, descrevemos alguns pontos interessantes e ilustrativos sobre o horizonte positivo:

US$ 1 trilhão em 10 anos – O novo sistema deve movimentar algo em torno de US$ 1 trilhão no mundo nos próximos dez anos, segundo números do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Reciclagem – Dados da Fundação Instituto de Administração (FIA), da FEA-USP, mostram que 25,8% das embalagens plásticas e produtos equiparáveis são reciclados. Caso os 74,2% restantes fossem efetivamente reciclados, estima-se um impacto econômico positivo de aproximadamente R$ 11 bilhões.

Indústria na proa – A indústria do plástico é indutora da inovação, o elemento a puxar toda a transformação do velho modelo, já que atende mais de 95% de toda a matriz industrial. De fato, a inovação nos demais setores passa pela inovação do plástico, seus produtos e derivados.

O papel do reciclador – A economia circular não se resume à reciclagem, mas esta é fundamental na dinâmica do novo modelo. O reciclador é responsável por levar os resíduos novamente ao processo produtivo e desempenha um importante papel na Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). A circularidade de processo é viável e, por isso, se enquadra nos novos padrões de produção e consumo sustentáveis.

 

José Ricardo Roriz Coelho é presidente da ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico e do SINDIPLAST – Sindicato Indústria Material Plástico Estado São Paulo, e vice-presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

 

Texto: José Ricardo Roriz Coelho

 

Indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis fecha 2019 com alta de quase 2,5% no volume de produção

O faturamento das exportações também registrou alta de 7%, totalizando US$ 237 milhões. Na contramão, as importações caíram 8% em volume no ano.

Estudo realizado pela Maxiquim, com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis – www.abief.org.br), indica que o desempenho da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis foi relativamente positivo em 2019. De acordo com a avaliação, a produção do setor cresceu 2,3% em comparação a 2018, atingindo quase 2 milhões de toneladas. O consumo aparente também mostrou alta de 0,6% em 2019 no comparativo com o ano anterior.

Outra boa notícia vem da balança comercial do setor que registrou alta de 27% no volume exportado em 2019, chegando a 130 mil toneladas. O faturamento das exportações também registrou alta de 7%, totalizando US$ 237 milhões. Na contramão, as importações caíram 8% em volume no ano.

Por tipo de resina, a pesquisa Maxiquim aponta que o PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) segue na liderança, com uma participação de 978 mil toneladas nas 1,980 milhão de toneladas produzidas em 2019. Na sequência vem PEBD (polietileno de baixa densidade) com 475 mil toneladas, PP (polipropileno) com 318 mil ton e PEAD (polietileno de alta densidade) com 209 mil ton.

Se fizermos um recorte no estudo da Maxiquim para entender os principais mercados para as embalagens plásticas flexíveis, temos os alimentos como líder com um consumo de 776 mil toneladas. Na sequência vêm as aplicações industriais, com 390 mil toneladas, seguidas por descartáveis (226 mil ton); bebidas (202 mil ton); higiene e limpeza (196 mil ton); agropecuária (118 mil ton); pet food (44 mil ton); construção civil (17 mil ton) e outros (11 mil ton).

“Estes números revelam todo o potencial do setor. E para 2020 estamos ainda mais confiantes. Se todas as mudanças macroeconômicas necessárias forem efetivadas, certamente fecharemos o ano com um resultado superior ao de 2019”, comenta o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani.

Se existe um grande desafio hoje para o setor, segundo Mani ele reside na questão da sustentabilidade. “Precisamos pensar a embalagem plástica flexível dentro do contexto da Economia Circular. Ao criar uma embalagem, ela já deve nascer permeada pela circularidade. Cada vez mais teremos embalagens com conteúdo reciclado, mono material e com processos simplificados. E estas mesmas embalagens continuarão garantindo segurança alimentar, proteção dos produtos, otimização logística e comunicação adequada com os consumidores. ”

“Também precisamos consumir de forma responsável e exercer a cidadania, descartando qualquer tipo de embalagem corretamente. Não entendemos que os resíduos plásticos sejam lixo, mas sim matéria-prima de grande valor quando se promove a Economia Circular de fato. Todos sabem que o plástico é maravilhoso; o que precisamos agora é comunicar estes benefícios para a sociedade”, finaliza o Presidente da ABIEF.


Sobre a ABIEF

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental.

A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

Até 2024 setor de embalagens deve crescer ainda mais no mercado

De acordo com a ABRE, o setor vem crescendo 1,1% ao ano devido a procura por itens de nicho e o aumento do consumo brasileiro

O setor de embalagens registrou um crescimento de 1,1% ao ano, entre 2014 e 2018, devendo alcançar 1,6% até 2024, de acordo com a ABRE (Associação Brasileira de Embalagem). O setor de embalagens é influenciado pela atividade econômica do País, principalmente pelo crescimento e/ou desaceleração da indústria, devido ao poder de consumo do brasileiro.

A diretora executiva da ABRE, Luciana Pellegrino, mostrou dados do setor de embalagem e explicou como o crescimento é esperado baseado no mercado da inovação. “Cada vez mais a sociedade busca produtos em porções quando o assunto é alimentação, o que estimula muito a indústria de embalagens. Outro comportamento que tem alavancado o setor, é o aumento da procura pelos itens de nicho, como sem glúten, sem lactose e menos açúcar. São segmentos menores, mas que vão crescendo e gerando um volume significativo”, explica.

De acordo com Luciana, os movimentos do mercado estão mudando. A indústria tem buscado e entendido a tendência para se adequar á demanda. “O que nos trouxe até aqui não é o que vai nos levar ao futuro. A conveniência procura embalagens mais funcionais. Além disso, o consumidor quer evitar o desperdício, prezando pela sustentabilidade”, afirma.

Nosso Midia Kit
O diretor do Derex da Fiesp (Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior), Thomaz Zanotto, chama a atenção para o fato de que o Acordo Mercosul-União Europeia é uma resolução que prevê a cooperação e o livre comércio entre os 28 países europeus e os quatro da América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Zanotto explica, “o acordo tem como pilares as compras governamentais, aquisições de serviços e de bens industriais e agrícolas. Com mais comércio e investimentos, virá a troca de tecnologia. Será muito importante para a nossa indústria em geral, inclusiva, a de embalagens”.

Os dois blocos reúnem juntos cerca de 750 milhões de consumidores. Zanotto ainda explica que outros acordos estão em andamento, com Países como México, Canadá, Singapura, Coreia, Estados Unidos e Japão.

Denilson Torcate Lopes, especialista no Decomtec da Fiesp (Pesquisa e Estudos Econômicos do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia), falou sobre o cenário econômico atual, e as projeções para os próximos anos. Já o diretor adjunto do Copagrem, Fábio Mortara, apresentou as novidades da campanha Two Sides, organização global, sem fins lucrativos, criada em 2008 por membros das indústrias de celulose, papel e comunicação impressa. A Two Sides promove a produção e o uso responsável da impressão e do papel, esclarecendo equívocos sobre os impactos ambientais da utilização desse recurso.

 

Plástico 100% renovável, transparente e aguenta calor

Hidrocarbonetos renováveis

Engenheiros alemães estão desenvolvendo uma alternativa sustentável para a produção de plásticos de alto desempenho usando terpenos, que são hidrocarbonetos encontrados em madeira rica em resina.

Na produção de celulose, quando a madeira é quebrada para separar as fibras de celulose, os terpenos são isolados em grandes quantidades, surgindo como um subproduto, o óleo de terebintina.

Paul Stockmann e seus colegas do Instituto de Bioengenharia e Engenharia de Interfaces desenvolveram um método escalonável para a escala industrial que converte o óleo de terebintina em precursores dos plásticos conhecidos como poliamidas.

As poliamidas desempenham um papel importante na fabricação de componentes estruturais de alta qualidade, pois não apenas são resistentes ao impacto e à abrasão, como também resistem a muitos produtos químicos e solventes. Hoje, as poliamidas são produzidas principalmente a partir de petróleo bruto – o petróleo também é um hidrocarboneto, apenas considerado não renovável.

 

Poliamida “verde” e transparente

O grande destaque da nova técnica é que a conversão é feita como uma sequência única em um único reator, conhecida como produção em batelada, o que dispensa a purificação dos produtos intermediários. Isto significa que não são necessários produtos químicos tóxicos ou ambientalmente perigosos para a síntese.

“Conseguimos isso selecionando cuidadosamente os catalisadores e as condições de reação – e isso economiza tempo e dinheiro,” disse Stockmann.

“Mesmo em escala de laboratório, nosso processo fornece mais de 100 gramas de monômero de lactama diastereomericamente pura por ciclo de produção. Esta quantidade é suficiente para investigações iniciais da produção e avaliação dos novos plásticos,” acrescentou.

Mais interessante ainda, o produto final é amorfo porque o processo inibe a cristalização do polímero – em outras palavras, esse plástico de base vegetal é transparente, tornando-o interessante para uma série de aplicações economicamente interessantes, como óculos de proteção e viseiras para capacetes.

A equipe agora está estudando a biodegradabilidade do material e contatando empresas que possam se interessar em licenciar a tecnologia.

Empresa austríaca cria método que transforma plástico em petróleo

O plástico, derivado do petróleo, está a invadir o mundo poluindo os solos e contaminando os mares. Há vários projetos a decorrer para travar a contaminação do planeta por parte deste que parece ser o poluente que “silenciosamente” está a sufocar a Terra.

Numa tentativa que se torna reversa, a companhia petrolífera austríaca OMV apresentou na passada quinta-feira, um inovador procedimento que permite a produção de petróleo a partir de resíduos de plástico (material fabricado a partir desse recurso natural).

REOIL OU O PROCESSO REVERSO DA CRIAÇÃO DO PLÁSTICO

Chama-se ReOil a inovadora tecnologia que, desde fevereiro deste ano, está em uso numa unidade de grande refinaria da OMV em Schwechat, perto do aeroporto internacional de Viena.

O processo termoquímico, utilizado nesta “recuperação do plástico, gera cerca de 100 litros de petróleo por hora a partir de 100 quilogramas de resíduos plásticos.”

Neste processo, os resíduos de garrafas de plástico triturados são aquecidos a mais de 300 graus com a adição de um solvente químico. Assim, o plástico, constituído por compostos de hidrocarbonetos de cadeia longa (com 1, 2 e 4 átomos de carbono), transforma-se em compostos de petróleo de cadeia curta (5 ou mais átomos de carbono). No final do processo, foram criados dois produtos principais: um é o petróleo, e o outro, gás explorável.

Referiu a empresa, lembrando que, a partir destas matérias-primas, é possível produzir “gasolina, diesel ou plástico”.

Um administrador da refinaria, Manfred Leitner, acrescentou que “esta tecnologia permite reutilizar um barril de petróleo várias vezes, queimar menos plásticos residuais e reduzir a produção de gases do efeito estufa”.

MILHÕES PARA ENCONTRAR O PROCESSO INVERSOS DE PRODUÇÃO DE PLÁSTICO

Este processo, que se acredita ser  importante já hoje e financeiramente viável num futuro próximo, teve já, por parte da OMV, um investimento de cerca de 10 milhões de euros, enquanto a Agência de Promoção da Pesquisa da Áustria (FFG) assumiu mais de 10% dos custos.

Fonte: https://www.opetroleo.com.br/empresa-austriaca-cria-metodo-que-transforma-plastico-em-petroleo/

 

Madeira artificial feita de plástico

Madeira de plástico

A madeira é um dos materiais mais utilizados pela humanidade não apenas por estar largamente disponível e ser renovável, mas também por apresentar uma grande resistência aliada a uma baixa densidade.

Agora, químicos da Universidade de Ciência e Tecnologia da China desenvolveram uma técnica biomimética para fabricar “madeira de plástico”.

Mas se os plásticos representam um grande problema em relação ao meio ambiente, qual seria a vantagem de fabricar madeira artificial de plástico?

Zhi-Long Yu e seus colegas destacam pelo menos quatro: a madeira artificial não apodrece, é mais leve, apresenta melhor isolamento termal e pode ser fabricada com polímeros retardantes de fogo, como os usados nos revestimentos de fios e cabos elétricos.

“As madeiras poliméricas artificiais destacam-se mesmo em relação a outros materiais sintéticos, tais como materiais cerâmicos celulares e aerogéis, em termos de resistência específica e propriedades de isolamento térmico. Como uma espécie de material de engenharia biomimética, esta nova família de madeiras poliméricas bioinspiradas tem potencial para substituir a madeira natural em usos em ambientes agressivos,” escreveu a equipe.

Como fabricar madeira artificial

As madeiras poliméricas bioinspiradas foram fabricadas com uma matriz de polifenóis, criando microestruturas celulares semelhantes às da madeira por meio de um processo de automontagem e termocura das resinas.

As resinas termoplasticas líquidas são inicialmente congeladas para preparar um “corpo verde”. Nesse processo, as moléculas passam por um processo de automontagem, que produz microestruturas que imitam a estrutura celular da madeira. A seguir, o material passa por uma termopolimerização para endurecer e produzir as madeiras poliméricas artificiais.

As madeiras artificiais têm uma grande semelhança com as madeiras naturais nas estruturas celulares em mesoescala e o processo permite controlar o tamanho dos poros e a espessura da parede para dosar a densidade e a resistência desejadas. De acordo com a equipe, o material apresenta propriedades mecânicas similares às da madeira real, ao contrário de tentativas anteriores, além de ser leve e de alta resistência.

A técnica também poderá ser utilizada partindo de outros nanomateriais, tais como nanofibras de celulose e óxido de grafeno.

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=madeira-artificial-de-plastico&id=010125180820#.Xu5j_WhKiMo

Você sabe quais as inovações do plástico para a agricultura?

Materiais plásticos combinados a tecnologia proporcionam soluções para diversas atividades no setor

O agronegócio é uma das principais atividades econômicas do Brasil e representa 20% do PIB, 41% do total de exportação e 37% dos empregos gerados no país. Esses são números que o plástico e suas utilizações proporcionam ao setor, além de serem diversos os benefícios. A utilização deste material na agricultura é vista como uma solução inovadora, que proporciona ganhos de produtividade, redução nos custos de produção e apresenta grande apelo sustentável.

Com os diferentes tipos de soluções plásticas na agricultura, várias culturas podem se desenvolver em diferentes regiões e condições climáticas. A combinação do material plástico à tecnologia proporciona soluções para diversos sistemas na agricultura, como proteção, cobertura, sistemas de irrigação, transporte e armazenamento.

Veja a seguir alguns dos benefícios que este material traz para o segmento.

Armazenamento
A água pode ser estocada em reservatórios cobertos ou cisternas que são fabricadas em polietileno ou PVC – a instalação é simples e rápida, durável e proporciona facilidade na hora da limpeza.

Cobertura
Um exemplo de cobertura são as estufas – elas funcionam como um berçário para as mudas de plantas crescerem e se desenvolverem em condições ideais de luz, calor, onde as condições externas não têm influência no interior.

Irrigação
A utilização de sistemas de irrigação é indispensável pois transforma solos áridos em terras produtivas e eficientes. Com os sistemas em plástico, o controle da distribuição da água na medida certa para a planta.

Proteção em geral
Proteções como tendas e barracas feitas em PVC servem para proteger as plantas, mas também são excelentes para a proteção dos trabalhadores e equipamentos no campo.

Proteção específica para solo
Um tipo de filme agrícola utilizado é o mulching, feito à base de polietileno e aditivos especiais para cobrir o solo. No cultivo de hortaliças e frutas, ele controla o crescimento de ervas daninhas e reduz a necessidade de aplicação de herbicidas, e mantém a umidade e temperatura do solo. Em cultivo de cítricos, o filme pode gerar economia de água em até 70%, o que torna os processos mais eficientes e sustentáveis.

Embalagens
Algumas embalagens de variados tipos de plásticos são utilizadas pelo setor agrícola para guardar alimentos, como as sacarias de polipropileno, que são caracterizadas pela resistência e flexibilidade e ainda são inodoras e contam com alto poder de contenção para o transporte de grãos, farinha, açúcar, tubérculos, entre outros.

Além delas, o ensacamento de frutos com não-tecido (TNT) também é uma revolução, pois pode cobrir o fruto no pé e evita o contato com insetos e contaminação por doenças. Outro tipo de embalagem é a sacaria de batata, confeccionada com multifilamento de polipropileno que ganhou qualidade e resistência.

E, ainda, a partir do plástico é possível contar com os contentores flexíveis, que são embalagens que possuem alta capacidade de resistência e permitem o transporte de farinha, grãos e açúcar.

Soluções de infraestrutura
O plástico também oferece essas soluções para a infraestrutura, como tubos de PVC para poços artesianos, tubos de PEAD para esgoto e reservatórios de água e ainda, tanques rotomoldados em PE para fossa séptica.

Com muitas utilidades e variedades, o plástico pode ser reutilizado e reciclado nos mais diversos segmentos existentes no mercado. Acompanhe o nosso portal, preencha o formulário abaixo e saiba mais curiosidades, novidades e notícias do setor do plástico.

Fonte: https://plasticovirtual.com.br/voce-sabe-quais-as-inovacoes-do-plastico-para-a-agricultura/

Para ONU, Brasil deve seguir debate sobre plásticos descartáveis

O debate sobre a proibição de produtos plásticos descartáveis, que vem ganhando força na União Europeia, serve de exemplo para o Brasil. A avaliação é da representante no Brasil do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente), Denise Hamú.

“Não é só para alarmar a todos, mas pra mostrar e conscientizar que uma ação simples, de usar um material por três segundos, vai impactar na natureza ou no oceano por 200 anos”, diz ela.

Denise explica que, no Brasil, o desafio atual é conscientizar os municípios. Em sua avaliação, a questão territorial dificulta a implementação de políticas de abrangência nacional envolvendo os produtos plásticos. Entretanto, ela alerta se tratar de uma questão urgente para um país que possui mais de 9 mil quilômetros de litoral. “Se não fizermos nada agora, daqui a 50 anos teremos mais plástico no mar do que peixes”.

Na semana passada, a Comissão Europeia propôs a proibição da comercialização de produtos de plástico descartáveis que são usados apenas uma vez e que possuem alternativas com materiais ambientalmente mais sustentáveis ou biodegradáveis. Entre eles, estão cotonetes, canudos, garrafas, mexedores de café e talheres.

A proposta foi motivada pela preocupação com o acúmulo de lixo nos oceanos, que coloca em risco a vida marinha. Também foi sugerida uma meta segundo a qual os países do bloco ficariam comprometidos com iniciativas que os tornem capazes de coletar e reciclar 90% das garrafas plásticas até 2025.

Campanha

A ONU Meio Ambiente realizou hoje (6) um evento no Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio), para conscientizar as pessoas a diminuírem o uso de canudos, sacolas e copos descartáveis. Foram entregues medalhas a escoteiros que assumiram esse desafio junto com suas famílias. No evento, o Grupo Cataratas, gestor do AquaRio e também dos parques nacionais do Corcovado, das Cataratas do Iguaçu, de Fernando de Noronha e das Três Fronteiras, anunciou o início de uma campanha com a meta de reduzir em 80% o plástico utilizado nos locais que administra.

O slogan da campanha será “Se não der para reutilizar, recuse”. “Todo plástico produzido na humanidade até hoje continua existindo. Nossos filhos, netos e bisnetos vão conviver com a garrafinha que estamos usando hoje”, diz Fernando Souza, diretor de sustentabilidade do Grupo Cataratas. Seu raciocínio leva em conta que o primeiro plástico sintético foi desenvolvido em 1907 e que o material leva centenas de anos para se decompor. Segundo o diretor, os quatro parques nacionais recebem anualmente cerca de 4 milhões de turistas, que geram quase 15 toneladas de resíduos plásticos.

O AquaRio também irá inaugurar nos próximos dias uma exposição em que os peixes de três tanques serão substituídos por embalagens plásticas, revelando o futuro dos oceanos caso a produção desses materiais não seja reduzida. Conforme dados da ONU Meio Ambiente, somente no Brasil, 720 milhões de copos descartáveis são utilizados diariamente. A agência também aponta que metade de todos os produtos plásticos são utilizados uma única vez antes de serem jogados no lixo.

 

Fonte: https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Sustentabilidade/noticia/2018/06/para-onu-brasil-deve-seguir-debate-sobre-plasticos-descartaveis.html

Reciclagem do plástico, um drama da nossa geração

Reciclagem do plástico, o mundo produziu 8,3 bi de toneladas em 65 anos e reciclou só 9%

Os dados do título acima são de uma pesquisa publicada pela Science Advances, em 2017. Você sabia que o ser humano fabrica quase 20 mil garrafas de plástico a cada segundo (a Coca-Cola sozinha põe no mercado 3.400 garrafas plásticas a cada segundo)? Por ano são mais de 100 bilhões de garrafas de plástico descartáveis! Mas o pior é que, embora a maioria das garrafas usadas para refrigerantes e água sejam feitas de tereftalato de polietileno (Pet), altamente reciclável,as seis principais empresas de bebidas no mundo usam apenas 6,6% de Pet reciclado em seus produtos. E nenhuma pretende usar 100% de reciclagem do plástico em sua produção global (Greenpeace).

Novidades em 2018

O site www.ecowatch.com publicou em 2018: ” Pesquisadores da Colorado State University (CSU) desenvolveram uma solução potencial para o problema da reciclagem de plástico. Em um artigo publicado na Science, eles revelaram um novo polímero com muitas das mesmas características do plástico que pode ser mais facilmente retornado às suas moléculas originais para serem reciclados. E sem a necessidade de produtos químicos tóxicos ou processos laboratoriais complicados. Eugene Chen, professor de química da CSU cujo laboratório desenvolveu o material declarou: Os polímeros podem ser quimicamente reciclados e reutilizados, em princípio, infinitamente.

“O novo polímero desenvolvido pelo laboratório de Chen compartilha características importantes com o plástico, como resistência, durabilidade, leveza e resistência ao calor. Ele também pode ser facilmente decomposto usando um catalisador e retornado à sua forma original para reutilização. Chen acredita que ele e sua equipe estão indo na direção certa.”

Seria nosso sonho ver essa tecnologia de polímero quimicamente reciclável se materializar no mercado

E conclui o site: “Se Chen concretizar esse sonho, seu trabalho poderia ajudar governos e empresas a reduzir a poluição por plásticos. Apenas um dia antes de seu artigo ser publicado, mais de 40 empresas britânicas se uniram a um Pacto de Plásticos do Reino Unido que visa, entre outras coisas, obter 30% das embalagens do Reino Unido a partir de fontes recicláveis ​​até 2025.”

O governo brazuca bem que poderia imitar este exemplo…

Um milhão de garrafas de plástico são compradas em todo o mundo a cada minuto…
Pesquisamos na net o que acontece no Brasil e no mundo sobre o plástico. Respostas não são fáceis. É preciso um esforço coletivo: da indústria, dos governos, e a população. Se não houver esta união, a questão pode nos levar a um tremendo impasse.

A matemática é cruel. Segundo a Science Advances, o número de garrafas compradas vai pular mais 20% até 2021, criando uma crise ambiental que alguns ativistas preveem tão grave quanto a mudança climática.

Fonte: https://marsemfim.com.br/reciclagem-do-plastico/