Inovação nas embalagens deve ser feita de forma colaborativa

Antes de ser lançada no mercado, a empresa produtora precisa saber se a embalagem em questão é realmente aprovada pelo consumidor. Mais do que isso, para tanto, há a necessidade de se buscar informações prévias com todos os envolvidos na cadeia produtiva. É desse modo que se pode minimizar ao máximo a probabilidade de erros e perdas no negócio. Durante a FEIPLASTIC 2017 – Feira Internacional do Plástico foi realizado o Fórum FEIPLASTIC que, entre outros debates, tratou do tema “Inovação do Plástico na Indústria de Embalagens” e a conclusão entre os debatedores foi a de que para se chegar à inovação com mais eficiência é preciso fazer isso de forma colaborativa.

O Fórum foi aberto por Dan Reicher, diretor do The Boston Consulting Group (BCG), que abordou a temática da inovação sob o ponto de vista das empresas e dos grandes grupos, em todas as áreas.

Reicher afirmou que as empresas mais inovadoras do mundo não estão apenas na área de tecnologia, como mostra o senso comum. Empresas de aviação e as ligadas ao turismo, por exemplo, foram capazes de criar boas ideias dentro de suas áreas de atuação que geraram ótimos negócios, segundo ele. “O imperativo para se chegar a uma inovação realmente viável é avaliar muitas ideias até se chegar a algo válido”, ressaltou.

“Inovação não é mais opção, é o único caminho”, sentenciou o coordenador de Embalagem no Setor de Desenvolvimento de Mercado da Braskem, Albertoni Bloisi, que participou do círculo de debates sobre inovação e embalagens no Fórum FEIPLASTIC. Ele afirmou que as empresas precisam aprender com as startups (organizações caracterizadas por um grupo de pessoas trabalhando em conjunto para viabilizar novas ideias de produtos e serviços), que geralmente possuem poucos recursos e são muito rápidas para corrigir eventuais erros. “A ideia boa nunca nasce pronta, ela é fruto de um processo em construção contínua, com método e colaboração”, destacou.

É também por meio da colaboração que a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento para Embalagens e Especialidades da Dow, Angels Domenech, descreveu o processo de trabalho na sua empresa. Segundo ela, as soluções para os desafios impostos pelas demandas do mercado são abordadas de forma “holística”. No caso das embalagens para alimentos essas abordagens são feitas pensando na segurança alimentar, na minimização de desperdícios, nas eventuais perdas no transporte, entre outros cuidados. “Sempre trabalhamos com o conceito de embalagens com mais funcionalidades, ou seja, mais leves, seguras e que abrem com facilidade”.

Para o executivo de Comunicação da ABIPET (Associação Brasileira da Indústria do PET), Hermes Contesini, a embalagem é também uma ferramenta de marketing. Aos olhos do consumidor, continuou Contesini, o produto e o invólucro acabam sendo uma coisa só, daí a necessidade de se avaliar esse segmento de uma maneira especial. Sobre inovação, o executivo da ABIPET resumiu dizendo que não se trata necessariamente de algo complexo, em boa parte das situações, ela pode ser obtida de maneira simples. “Às vezes, a solução está na prateleira ao lado, na embalagem de um produto que nada tem a ver com o seu”, sugeriu.

(Fonte: 2PRÓ Comunicação, 06 de abril de 2017)

Plástico verde foi para o espaço

O polietileno verde I’m Green, produzido pela Braskem a partir da cana de açúcar, foi para o espaço. Literalmente. Ele está sendo usado, desde o segundo semestre do ano passado, na Estação Espacial Internacional da Nasa (National Air Space Administration, dos EUA). Com essa matéria-prima, uma impressora 3D confecciona peças de reposição e ferramentas usadas no dia a dia dos astronautas, estratégia adotada para proporcionar maior autonomia às missões espaciais. A primeira peça produzida fora do planeta Terra foi um conector de tubos para irrigação de vegetais.

O desenvolvimento consumiu mais de um ano de esforços em parceria entre Braskem e a Made in Space, fabricante da impressora. Trata-se de um feito inédito: é a primeira vez que estão sendo impressas peças em ambiente com gravidade zero. O projeto contou com o apoio do Center for the Advancement of Science in Space (Casis). A estratégia prevê o envio de e-mails com o design digital das peças a serem impressas. Com o recurso, há economia de custos com o transporte de um estoque de peças sobressalentes.

A Braskem também está presente na estrutura da impressora. A mesa de impressão do equipamento é feita de polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM) da marca UTEC. A resina se destaca por proporcionar melhor aderência na impressão com polietileno verde e oferece propriedades mecânicas adequadas, tais como elevada resistência à abrasão e ao impacto.

O I’m Green foi escolhido pela Nasa por reunir características como flexibilidade, resistência química e reciclabilidade, além de ter fonte renovável. Há grande expectativa sobre os benefícios do projeto, já que a impressão 3D no espaço foi definida pela Nasa como um dos avanços essenciais para uma futura missão a Marte. “Ter um polímero renovável para impressão no espaço é um marco em nossa história”, diz Patrick Teyssonneyre, diretor de inovação e tecnologia.

“A capacidade de imprimir peças e ferramentas em 3D aumenta a confiabilidade e segurança de missões espaciais. A parceria com a Braskem é fundamental para a diversificação de matérias-primas usadas na AMF e, assim, tornar a impressão mais robusta e versátil”, afirma Andrew Rush, presidente da Made In Space.

Produção de peças sob demanda reduz o estoque de materiais a bordo

O projeto deverá impulsionar o desenvolvimento de soluções com o uso de poliolefinas em impressão 3D – a Braskem se propõe a criar, em parceria com seus clientes, soluções do gênero. “A tecnologia tem o potencial de impactar a cadeia do plástico, por meio da viabilização de novas aplicações e da personalização em massa feita com uma matéria-prima de fonte renovável”, afirma Gustavo Sergi, diretor de químicos renováveis.

De volta à Terra – A planta de plástico verde da Braskem, inaugurada em 2010, tem capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano. No inicio, era produzido apenas o polietileno de alta densidade. A partir de 2013, começou a produção do linear de baixa densidade. “Hoje fabricamos mais de 40 grades de polietileno, vendidas para o mundo todo”, revela Claudia Madrid, líder comercial de renováveis químicos para América Latina e Ásia. A resina tem exatamente as mesmas características do polietileno convencional e pode ser reciclado pelos mesmos métodos.

Além dos desafios tecnológicos, a empresa enfrenta desafios comerciais. Por ser fabricado com tecnologia diferenciada e em menor escala do que o polietileno convencional, o produto apresenta preço maior. “Temos conseguido ganhar competitividade, mas ainda é mais caro”, ressalta Claudia. Para conquistar os clientes, a aposta se concentra no crescente interesse dos consumidores em produtos mais sustentáveis.

Além de ser derivado de fonte renovável e de ser 100% reciclável, o plástico verde conta com um grande trunfo quando o assunto é defesa do meio ambiente. A produção de uma tonelada de polietileno produzida a partir de fósseis emite 1,88 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Por sua vez, a produção da mesma quantidade de polietileno verde captura 2,78 toneladas de CO2, de acordo com estudo da consultoria ACV Brasil, com revisão técnica de um painel composto pelo Institute for Energy and Environmental Research GmbH e pela Michigan State University. A remoção de dióxido de carbono chega a 4,66 toneladas por tonelada de plástico produzida.

Os resultados de vendas têm sido satisfatórios. “No início, pensávamos que a procura iria se concentrar no mercado europeu, onde os consumidores são mais atentos aos apelos ecológicos. Para nossa agradável surpresa, hoje a maior fatia de nossas vendas se destina ao mercado brasileiro e somos procurados por empresas do mundo todo”. Entre os clientes de peso com fábricas no Brasil estão os fabricantes de cosméticos O Boticário e Natura, a Kimberly-Clark, que utiliza o material para embalar o papel higiênico Neve, Tramontina, Coca-Cola, Johnson & Johnson e os supermercados Zaffari, que distribui saquinhos feitos com a matéria-prima.

No exterior, outras marcas importantes compraram a ideia, caso da Pantene e da Tetrapack, que tem utilizado o plástico verde na composição de suas “caixinhas” para embalagens de produtos os mais diversos. Ao todo, já existem 150 produtos fabricados com a matéria-prima. A Braskem analisa em laboratório e certifica as embalagens produzidas com o produto, para evitar falsificações. “Apesar de o polietileno verde ter as mesmas características do convencional dá para atestar se um produto usa o material conferindo a idade do carbono, mais baixa no caso da resina verde”.

(Site plastico.com.br)

Pesquisa indica que 2017 ainda será ano de ajustes para setor de embalagens flexíveis

Em um cenário onde os preços do gás natural e do petróleo permanecem baixos – por volta de US$ 60 o barril de petróleo – alguns analistas apostam que nos próximos 3 a 4 anos haverá uma onda de investimentos, principalmente em plantas de PE (polietileno) nos Estados Unidos. Segundo Otávio Carvalho, da Maxiquim, empresa que produz estudo de mercado exclusivo para a ABIEF, isto levará a uma queda entre 15% e 20% no preço das resinas já em 2018, em comparação a 2016, especialmente na Europa.

Em 2016 estima-se que a demanda brasileira de PE e de PP (polipropileno) tenha superado a marca de 3,8 milhões de toneladas, com uma leve alta em PP (0,6%) e queda em PE (1,4%), no comparativo com o ano anterior. Mundialmente a produção de PE está avaliada em 110 milhões de toneladas, com uma demanda ao redor de 100 milhões de toneladas. Para 2017, a previsão é de um aumento de demanda de 0,3% nestas poliolefinas, que a longo prazo se manterá em alta entre 2% e 3% ao ano.

As exportações brasileiras de poliolefinas foram recordes em 2016, com alta de 20,2%; já as importações registraram queda de 0,5%. O saldo na balança comercial foi positivo em 513 mil toneladas. Os EUA foram responsáveis por 40% das importações de resinas brasileiras; já a Argentina respondeu por 40% das exportações para o Brasil.

“Vale lembrar que 42% das receitas da Braskem no ano passado foram provenientes de operações fora do Brasil”, lembra Carvalho. Ele alerta ainda para o fato de que em 2016 “atrasos das plantas de eteno e de PEs melhoraram substancialmente as projeções de oferta x demanda, em termos de margens, níveis de operação e rentabilidade das plantas”.

SUP desponta entre as embalagens flexíveis

Proporcionalmente, uma das embalagens flexíveis com melhor desempenho em 2016 no Brasil, foi o stand-up pouch (SUP). Embora os principais setores usuários de embalagem tenham registrado queda na demanda de flexíveis em 2016 – exceto alimentos com alta de 0,7% – a Maxiquim aposta em dois setores para alavancar o consumo em 2017: produtos de higiene pessoal e agropecuário.

A indústria de embalagens plásticas flexíveis fechou 2016 com uma produção de 1,834 milhão de tonelada (queda de 0,1% em comparação a 2015) e um faturamento de R$ 21 bilhões (alta de 6%). A participação dos diferentes tipos de resina no volume de produção foi: PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) 50%, PEBD (polietileno de baixa densidade) 23%, PP (polipropileno) 17% e PEAD (polietileno de alta densidade) 10%.

Em toneladas, tanto as exportações como as importações de embalagens flexíveis sofreram queda de, respectivamente, 30% e 23% em 2016 em comparação com o ano de 2015. Em valores, as quedas foram mais acentuadas: exportação 40% e importação 34%. Contudo, a participação das embalagens flexíveis na indústria de transformados plásticos continua importante: 29%.

A Maxiquim aponta como pontos relevantes para o setor em 2017:

  • retomada lenta da economia levará a um crescimento pequeno no contexto doméstico;
  • o setor se deparará com muitas empresas em dificuldades para reequilibrar suas margens;
  • os investimentos continuarão em um ritmo lento por conta da instabilidade econômica;
  • o aperto no crédito tende a retroceder;
  • as mudanças regulatórias continuam no radar;
  • poderá haver uma recuperação do terreno perdido para importações

(Fonte: Assessoria de Imprensa ABIEF, 05 de abril de 2017)

Cresce o número de soluções para proteger o consumidor final contra a violação de produtos

O problema, que já é global, afeta a credibilidade de produtos e marcas e impõe para a indústria de embalagem um novo desafio…

Com o processo de globalização em plena expansão, cresce também a complexidade na cadeia de suprimentos. São cada vez mais produtos e mais fornecedores vindos de diferentes – e vários – países o que torna críticas as etapas de identificação, captura e compartilhamento de informações precisas sobre cada produto. O que, no final das contas, pode deixar o consumidor final inseguro sobre a integridade do produto, afetando, por tabela, sua confiança na marca.

A insegurança é agravada quando nos deparamos com pesquisas como a recém divulgada pela PMMI (Associação de Embalagem e Tecnologias de Processo), dos Estados Unidos, que indica que a violação de produtos deve crescer cerca de 3% ao ano, em todo o mundo, nos próximos anos. Este é, portanto, um desafio real e crescente. Este aumento certamente impulsionará o desenvolvimento de novas soluções anti violação a uma taxa anual estimada pelos especialista entre 13% e 16%.
“Este crescimento do mercado de soluções anti violação superará, de longe, o crescimento de indústrias mais tradicionais como alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos em pelo menos duas a três vezes, nos próximos cinco anos”, avalia a pesquisa da PMMI.

Segundo Paula Feldman, diretora de Inteligência de Negócios da PMMI, “com o crescimento contínuo desta tendência, em nível global, é fundamental que setores correlatos, como embalagem e processo, mantenham esforços contínuos para desenvolver soluções que evitem a violação dos produtos e mantenham o controle de rastreamento dos mesmos, evitando recalls e, principalmente, a insatisfação do consumidor com um produto/marca”.

A América do Norte sozinha respondeu por 50% do crescimento global do mercado de soluções anti violação para embalagens de alimentos em 2014. “Mas é extremamente importante que a indústria de embalagem continue a tomar as ações necessárias para proteger as marcas ao redor do mundo”, recomenda Feldman.
Os resultados do estudo da PMMI se baseiam em entrevistas feitas com 75 brand owners, experts do setor e fornecedores de tecnologias que compartilharam suas experiências em atender às legislações relativas a rastreabilidade nas indústrias de alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos.

Para mais informações visite www.pmmi.org.

Consumidor ainda prioriza promoções, embalagens econômicas e atacarejo

A inflação arrefeceu, mas não o suficiente para estimular o consumidor a ampliar suas compras nos super e hipermercados. Ainda pressionado pelo medo de perder o emprego, e com a renda achatada, mantém hábitos adquiridos quando a recessão parecia mais aguda e a inflação mais alta. O brasileiro continua buscando promoções, embalagens econômicas e mostra preferência pelo atacarejo.

A retração do consumo atingiu o varejo em cheio, causando queda no volume de vendas em todas as categorias avaliadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em hipermercados e supermercados, as vendas de alimentos, bebidas e fumo registram queda de 2,9% neste ano, até julho. Em 12 meses, a retração chega a 3,1%.

“O humor dos consumidores muda à medida que há melhora na perspectiva sobre a economia de 2017, com inflação mais baixa, redução da taxa básica de juros (Selic) e queda no nível do desemprego. Mas, efetivamente, não houve mudança significativa nos indicadores macroeconômicos”, diz Maximiliano Bavaresco, sócio-diretor da Sonne Consultoria.

Atacarejos

O analista observa que os consumidores mudaram o comportamento devido à recessão e não devem voltar a comportamentos antigos antes de 2017. “Em geral, os consumidores ainda estão muito pautados em ofertas e promoções, por causa do desemprego alto e da queda na renda das famílias”, diz Bavaresco. Para ele, a substituição das compras em hipermercados e supermercados pelo atacarejo é outra mudança no perfil de consumo que permanece.

“O consumidor vai menos às lojas, mas faz compras maiores, que duram mais tempo, desde que isso represente economia”, diz Alejandro Arruiz, diretor de Estratégia Comercial da rede de supermercados Cencosud Brasil. O grupo chileno é dono de bandeiras como GBarbosa, Mercantil Rodrigues e Prezunic. “Recentemente percebemos a presença ainda mais notável de grupos familiares se unindo para fazer compras compartilhadas, uma alternativa para levar mais produtos por menos.”

Embalagens econômicas

Nas categorias com embalagens maiores ou econômicas, as vendas crescem 25% neste ano, em relação a 2015, diz Arruiz. Fabricantes de detergentes para roupas, limpadores, papel higiênico, fraldas, leite em pó, achocolatados, refrigerantes e sucos estão entre as que mais exploram esse formato, afirma.

Tiago Oliveira, gerente de soluções para lojistas da Kantar Worldpanel, diz que o aumento do consumo de marcas com posicionamento de preço inferior ao de marcas líderes se mantém. Ele cita como exemplos o aumento nas vendas de marcas como Seara, em carnes; Itambé, em leite; e Brilhante, em detergente para roupas.

Marcas próprias

As marcas próprias, com preços em média 40% mais baratos, continuam como aposta dos supermercados. Com o lançamento de 250 produtos da Prezunic, a Cencosud Brasil prevê um avanço de 88% nas vendas de marcas próprias este ano, sobre 2015, com destaque para itens como leite condensado, creme de leite, arroz e açúcar.

Lojas de bairros

Oliveira observa ainda que as vendas de lojas de bairro crescem mais que as de hipermercados. “As redes menores trabalham com mais marcas regionais e fazem menos reajustes de preços nas lojas, até porque trabalham com o estoque por mais tempo. Com isso, atraem mais consumidores”, afirmou Oliveira. Varejistas regionais também têm apresentado melhor desempenho. Uma pesquisa da Kantar indicou que redes como a gaúcha Zaffari e a Supermercados BH, de Minas Gerais, tiveram aumento de 13,6% no faturamento este ano em comparação a 2015. Já nas maiores cadeias do segmento, como Carrefour, Pão de Açúcar e Walmart, o aumento foi de 5,2%.

Produtos locais

Os produtos locais também têm melhor desempenho de vendas, em comparação com marcas globais, segundo Oliveira. As vendas de marcas com atuação local ou regional – como Piraquê e Itambé – avançaram 3,3% no ano, enquanto as globais ficaram estáveis em 0,1%. “Os fabricantes locais desenvolvem uma relação mais próxima com o varejo local e conseguem oferecer facilidades na distribuição e forma de pagamento. As marcas globais costumam ser mais rígidas na negociação. Marcas locais operando em mercados regionais têm desempenho acima da média”, explica Bavaresco.

No varejo como um todo, o desempenho pode melhorar com a proximidade do fim de ano. “Até lá, esperamos que a confiança do consumidor traga reflexos nas vendas”, diz Arruiz.

(Fonte: Supermercado Moderno, 11 de outubro de 2016)

As 11 principais tendências em embalagens para produtos de beleza em 2017

No evento Packaging Innovations, em Londres, como parte do Fórum de beleza, Emmanuelle Bassman, fundadora e diretora da In-Trend Ltd, deu suas previsões para as próximas grandes novidades em embalagens de cosméticos.

  1. Passos de uma rotina de beleza

“Não é suficiente apenas lançar um produto. Você precisa vir com um protocolo. Rotinas de vários passos exigem uma embalagem que permita este comportamento “passo um, passo dois, passo três” ou um perfil “dia/noite”. E você precisa tornar isso perceptível na sua embalagem”.

  1. Menos é mais

“Em termos de ingredientes, menos é mais… e é necessário refletir isso na sua embalagem. Simplicidade é um quesito extremamente relevante”.

  1. Não tóxicos com embalagens inteligentes

“Temos reduzido o uso de conservantes e compensando essa redução com o uso de embalagens inteligentes que permitem a preservação do creme no seu interior. Também temos visto mais produtos “frescos” no mercado, desenvolvidos para serem armazenados em geladeira, uma vez que há uma grande ligação entre cosméticos e alimentos”.

  1. Tudo sobre alimentos

“Juntamente com a tendência de superalimentos, em beleza, estamos vendo uma tendência mais “faça você mesmo” para as embalagens. Os consumidores querem estar mais envolvidos; e não é algo relacionado a marcas caseiras; marcas premium também estão oferecendo isso como uma forma de permitir que os consumidores personalizem”.

  1. Associando dispositivos e produtos tópicos

“Hoje não é mais o suficiente usar apenas um produto tópico. Você precisa incrementar o seu efeito usando ferramentas. Pense no seu cosmético e, em seguida, pense em que tipo de dispositivo você poderia incluir no pacote, para que ele funcionasse ainda melhor”.

  1. Na rua

“O banheiro não é o único lugar onde são aplicados produtos de beleza. Estamos muito ocupados! Você precisa fazer um produto em formato de bastão portátil. Os produtos para uso fora de casa estão crescendo a cada ano! Mesmo produtos diários para cuidado da pele estão se tornando mais e mais sofisticados. Já existem peelings em formatos de lenços e pads”.

  1. Explosão de multiações

“Todos, atualmente, desejam produtos multiação e, se você tem um produto multifuncional, você tem que deixar muito claro na embalagem tudo que o produto faz. Você precisa expressar esta multifuncionalidade no projeto“.

  1. Impulsionando a mente para a beleza sensorial

“Queremos nos sentir bem e queremos nos sentir menos estressados. Como uma marca, você pode abrir outras emoções do consumidor – por exemplo, empresas gourmand procuram embalagens que façam com que você sinta vontade de comer. Com produtos de beleza capazes de proporcionar uma sensação, como um “frescor”, a embalagem pode contribuir, se ela expressar a mesma ideia”.

  1. Monitorando a beleza

“Agora temos o telefone e o produto – e eles vão ser ligados cada vez mais. Seguindo o lançamento do My UV Patch, da La Roche Posay, podemos esperar mais marcas com conceitos de conexão com smartphones”.

 

  1. Cor da pele

“Beleza não é apenas para peles brancas. E isso precisa ser sinalizado nas embalagens.”

  1. Embalado individualmente

“Com as tendências para produtos frescos e para uso na rua, tudo passa a ser cada vez mais embalado individualmente. Há uma tendência à diminuição no uso de produtos onde temos que colocar nossas mãos repetidamente em um pote, enquanto produtos como máscaras passam a ser vendidas em sachês de uso único. Então porque não fazer seus produtos de uso único, tornando-os muito mais atraentes para uso fora de casa?”.

(Fonte: Cosmetic Innovation, 26 de setembro de 2016)

Estilo de vida brasileiro inspira a indústria de cosméticos pelo mundo, informa Mintel

O Brasil se tornou um grande influenciador na categoria de Beleza e Cuidados Pessoais pelo mundo. E uma nova pesquisa da Mintel revela a extensão dessa influência. Porém, somente 10% dos lançamentos de produtos para a pele inspirados pelos estilos de vida dos brasileiros, vieram, de fato, do Brasil, enquanto 90% desses lançamentos vieram de outros países, entre agosto de 2013 e julho de 2014.

De acordo com a Mintel, a França é o país onde a presença brasileira é mais notada, com 16% dos lançamentos inspirados no Brasil vindo de lá. No Reino Unido, segundo país na lista, esse número é de 14%. Depois, vêm os EUA, 12%, e Japão, 10%.

Essa influência é detectada principalmente no campo dos ingredientes, que destacam informações como “brasileiro”, “do Brasil”, “originário do Brasil” ou “inspirado pelo Brasil”.

O mercado brasileiro também inspira os lançamentos globais no campo dos produtos para o cabelo. Anteriormente, a grande maioria dos produtos capilares lançados, que especificavam o uso de formulações sem sal, vinha do mercado brasileiro. Mas esse cenário vem mudando. Em 2011, por exemplo, o Brasil representava 95% desses lançamentos, enquanto 5% vinham dos outros países. Já em 2013, o Brasil foi responsável por 86% das formulações sem sal, e o restante do mundo, por 14%.

“Tradicionalmente, o Brasil tem sido visto como uma fonte rica de ingredientes naturais, mas hoje ele também se firma como um mercado de beleza inspirador. A determinação brasileira de demonstrar uma bela aparência alavanca o mercado de beleza do país. Ao mesmo tempo, misturar elementos da cultura brasileira com frutas populares, como o açaí e o cupuaçu, é uma abordagem atraente também para o consumidor estrangeiro,” explica Vivienne Rudd, diretora Global de Insights de Beleza e Cuidados Pessoais da Mintel.

Ao mesmo tempo em que mostra o seu papel no mundo como difusor de tendências, o mercado de cosméticos tem espaço para crescer internamente. Por exemplo, o mercado de produtos para a pele é caracterizado por produtos de posicionamentos básicos, como “hidratante”, encontrado em 77% das variantes, e “dermatologicamente testado”, presente em 40% dos itens, contra 66% e 26%, respectivamente, nos lançamentos mundiais. Por comparação, atributos como “iluminador” e “sem parabeno”, populares em todo o mundo, presentes em 25% e 21%, respectivamente, dos lançamentos globais, não entram entre os 10 posicionamentos mais populares no mercado de artigos para a pele no Brasil, considerando os lançamentos entre agosto de 2013 e julho de 2014.

A pesquisa da Mintel também revela que 27% dos consumidores brasileiros usam produtos para a pele do rosto, principalmente para melhorar a textura da pele, 25% para tratar e prevenir a acne e 23% para minimizar a aparição de linhas de expressões e rugas. De fato, o mercado de produtos para a pele vai bem. As subcategorias de protetores solares e produtos para o corpo tem um crescimento projetado de, respectivamente 12,5% e 12,4%, entre 2012 e 2016, bem à frente, do setor de cuidados faciais (6,3%).

“Há demanda para posicionamentos mais sofisticados no mercado brasileiro. Dermocosméticos e produtos híbridos, como base com protetor solar e BB e CC creams ganharão, cada vez mais, atributos de proteção, prevenção e personalização avançada, revelando o potencial da categoria de cuidados para a pele do rosto. Enquanto isso, produtos especializados para problemas de pele vão ajudar a expandir o mercado de produtos para o rosto,” afirma Vivienne Rudd.

Oportunidades também existem na área de produtos para cuidados com os cabelos, principalmente entre o consumidor masculino. De fato, a pesquisa da Mintel revela que 61% dos homens brasileiros usam xampu diariamente, em comparação com 27% das mulheres e 61% dos homens usam produtos de styling todos os dias, contra 41% das mulheres. No entanto, enquanto 33% dos homens escolheriam produtos específicos para o gênero masculino, apenas 2% dos lançamentos em 2014, no Brasil, foram voltados a esse público.

(Fonte: Boletim Informativo da Associação Brasileira de Cosmetologia, 22 de setembro de 2016)

Máquinas: Governo acena com ampliação do crédito e devolve um pouco de ânimo aos fabricantes locais

Com uma dose de bom senso por parte dos representantes políticos e a ajuda da nova equipe econômica, a fase difícil vivida pela indústria de base pode começar a ser revertida. Há esperança de que o ano de 2016 seja melhor. A expectativa foi declarada por Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Temos um sentimento positivo, sem perder o realismo”, explica.

A esperança do dirigente persiste, apesar dos números bem negativos obtidos pelo setor no ano passado. A receita líquida total da indústria de máquinas e equipamentos nacionais ficou na casa dos R$ 84 bilhões, com queda de 14,4% em relação a 2014, de acordo com dados da Abimaq. Fazendo o cálculo desse número, levando-se em conta a valorização do dólar, a queda salta para 22,8%. “Nos últimos três anos encolhemos 30%”, lamenta.

Para que tudo melhore, Pastoriza acha fundamental a evolução favorável do quadro político no primeiro trimestre. Para ele, a crise entre os poderes executivo e legislativo intoxica o ambiente, torna os empresários inseguros em relação aos investimentos. “Os empresários não podem fazer muita coisa nesse sentido, é preciso que os políticos pensem mais no país e não em seus problemas partidários”.

No campo da economia, acredita no diálogo. “Estamos conversando com o governo e acredito que conseguiremos chegar a alguns acordos positivos”. Algumas medidas de incentivo ao crédito já foram aprovadas em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada no final de janeiro, em Brasília, da qual o dirigente participou. “Acredito que teremos um pouco de fôlego e a economia poderá ser destravada. O aumento do crédito é fundamental para que consigamos iniciar a retomada do Brasil”, ressalta.

Outra medida definida na mesma reunião foi o anúncio de que haverá o refinanciamento das dívidas contraídas junto ao BNDES. “Além de dar fôlego neste momento tão agudo da crise, isso contribuirá para que as empresas estejam preparadas e equipadas para o momento em que houver a recuperação da economia brasileira”. Ele avalia positivo o pacote anunciado como medida emergencial. “Mas o governo não pode perder de vista a necessidade de iniciar, o quanto antes, as reformas estruturais que tanto o país necessita”.

Entre essas reformas, defende a reestruturação do PIS/Cofins e do ICMS. “O ICMS deveria ser simplificado e ter taxa única em todos os estados da federação”, recomenda. Acredita ser imprescindível a persistência na luta pela redução do déficit fiscal. Ele quer, no entanto, que o governo trabalhe sobre o corte de suas verbas de custeio. Defende a criação de alguns programas de incentivo para estimular a indústria, que vem sendo prejudicada nos últimos anos.

A desvalorização do real ocorrida no ano passado tem aspectos positivos. O dólar alto deve colaborar com a competitividade da indústria de base no mercado interno. O incremento às exportações resultante da desvalorização do real é outro fator visto com esperança. Chegar ao mercado externo, no entanto, não será tão fácil. Um dos problemas se encontra no pequeno crescimento previsto para a economia mundial, que torna o mercado externo para lá de acirrado. “A crise internacional é uma realidade”, confirma. Outro é a falta de financiamento oferecida pelo governo brasileiro aos compradores internacionais. “Ninguém compra máquinas se não houver financiamento, precisamos de alguma medida nesse sentido”.

Alguns outros resultados indicam as dificuldades vividas pelo setor no ano passado. O consumo aparente de máquinas no Brasil movimentou R$ 130 bilhões em 2015, com queda de 11,7% em relação a 2014. Considerando-se o efeito cambial, essa queda corresponde a 24,1%. A indústria de base terminou o ano utilizando 65,8% de sua capacidade instalada. Em 2014, esse índice ficou na casa dos 68%. O número de empregos no setor sofreu bastante. Ele caiu de 353 mil, no final de 2014, para 308 mil.

A balança comercial apresentou saldo negativo de US$ 10,78 bilhões. As importações no ano alcançaram US$ 18,81 bilhões, 23,3% a menos do que em 2014. “Essa queda se deve muito mais à recessão do mercado interno do que à desvalorização da moeda nacional”. As exportações movimentaram US$ 8,03 bilhões, com decréscimo de 16,2%. Nesse aspecto, vale ressaltar que o dólar se tornou competitivo para as indústrias nacionais a partir do último trimestre. Foi o período em que começou uma recuperação das vendas externas. Em dezembro, elas cresceram 14,1% em relação ao mês anterior e 8% quando comparadas com os resultados de dezembro de 2014.

No mundo do plástico – Um pouco de otimismo não faz mal a ninguém. A situação não parece muito animadora, mas pode melhorar. “Hoje, o Brasil todo está muito apreensivo diante dos fatos políticos e econômicos que estão por vir, mas acreditamos que o ambiente de negócios possa ser melhorado, se medidas sensatas forem adotadas. O mercado de máquinas para indústria do plástico tem dado sinais positivos e já iniciamos uma modesta recuperação”, explica Gino Paulucci Junior, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, da Abimaq.

O dirigente avalia que o momento atual pode ser revertido. Ele aponta existirem condições para retomada em ritmo veloz se a situação se acalmar. “Muitos projetos de empreendimentos estão sendo represados e uma hora vão sair do papel”. De quebra, está no time dos que acreditam que a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro pode ajudar a aquecer o consumo. “É um fato positivo”, avalia.

O dólar caro em relação ao real também pode ajudar os fabricantes de máquinas e equipamentos para plástico. No cenário interno, faz com que os produtos nacionais não saiam em desvantagem quando comparados aos importados. “Temos competência, conhecemos nossos clientes, eles nos conhecem e reconhecem nosso trabalho”, garante. No âmbito externo, incentiva exportações. “No ano passado exportamos significativamente mais do que nos anos anteriores. Há casos com mais de 100% de incremento nas vendas se comparado aos períodos de dólar barato”.

Vale uma ressalva. “Exportar é sempre importante, mas não é tábua de salvação para quando o mercado interno esfria pelas dificuldades da economia”. Além disso, envolve fatores um tanto fora de uso para a maioria das empresas brasileiras, que nos últimos anos abandonaram o mercado externo pela falta de competitividade proporcionada pelo câmbio.

Quem se manteve preocupado em vender para o exterior mesmo com o real valorizado agora encontra muito mais facilidade para incrementar os negócios. Os demais precisam ir atrás, o que nem sempre é tão rápido. “A operação requer retomada na prospecção de mercado e adequação do portfólio de produtos para às necessidades dos clientes internacionais. Também é preciso contar com estrutura de logística para instalar e treinar os operadores de máquinas, além de oferecer assistência técnica”.

Paulucci também acredita que o avanço tecnológico dos equipamentos pode ajudar a aquecer as vendas. “Uma máquina nova gasta de 20% a 40% menos tempo para transformar a mesma tonelada de resina do que uma antiga, com economia de energia que pode girar em torno dos 30% a 40%. E as vendas fracas ajudam os transformadores a conseguir bons preços na hora de modernizar suas linhas de produção”. De acordo com ele, grandes clientes estão se aproveitando desses fatores. Infelizmente as empresas menores estão descapitalizadas e precisam recuperar o fôlego e contar com financiamento para voltar a investir.

Acima da média – Não são fornecidos ao mercado dados estatísticos oficiais sobre o mercado de máquinas para a indústria do plástico. Apesar da falta de estatística confiável, a avaliação de Paulucci Junior é de que o setor apresentou resultados melhores em relação à média da indústria de base brasileira como um todo no ano passado. “A indústria de transformação do plástico é forte e se moderniza sempre. Há demanda crescente de variedades de máquinas e equipamentos, e estamos preparados para atender a este chamamento”.

De acordo com o dirigente, o ano de 2015 começou com uma carteira de pedidos confortável para o segmento. Os negócios registraram piora a partir do segundo semestre, com a redução de vendas para o mercado interno, compensada em parte e para algumas empresas pelas exportações.

Por contar com diferentes tipos de máquinas e equipamentos, o segmento deve ser avaliado com cuidado. Cada nicho de mercado sofreu mais ou menos com a crise. “Os fabricantes brasileiros de injetoras foram os que enfrentaram dias mais difíceis. As vendas caíram em torno de 10%, em grande parte pelos problemas enfrentados pelo setor de autopeças”, informa. A queda nas vendas das sopradoras está estimada em 7%. “Existe procura razoável por máquinas para fabricar embalagens de determinados produtos, como os de higiene e limpeza ou o de águas minerais”, explica.

O caso das extrusoras é o menos crítico. “A queda ficou em torno dos 3%. O plástico avançou bastante nos segmentos de embalagens flexíveis”. As embalagens flexíveis também ajudaram fabricantes de impressoras e máquinas de corte e solda. “A queda foi próxima de 3%”. Para os fornecedores de periféricos, a redução das vendas deve girar entre 4% e 5%. A procura por periféricos aumenta ou cai de acordo com o interesse de muitos transformadores em automação. Quando o clima econômico está favorável esse nicho se beneficia bastante.

A relação da embalagem com a economia circular

A ABRE e a Cetesb publicaram a primeira edição do documento “Embalagem e Sustentabilidade. Desafios e orientações no contexto da Economia Circular”.

Para a presidente da ABRE, Gisela Schulzinger, “trata-se de uma análise profunda sobre o papel da embalagem no contexto da sustentabilidade, considerando a evolução conceitual e holística da gestão de recursos pela sociedade, passando do modelo linear para o circular”. O material foi inspirado no trabalho da Fundação Ellen MacArthur e envolveu, além do Poder Público (Cetesb), o Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ABRE e o Ital/Cetea.

“A embalagem não existe por si só; ela é parte integrante e necessária para disponibilizar produtos para a sociedade”, completa Luciana Pellegrino, diretora Executiva da ABRE. Além de colaborar com a discussão sobre a inserção da embalagem na Economia Circular, o documento apoia o atendimento à PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos).

Em linhas gerais a economia circular considera que reutilizar e reciclar recursos, o maior número possível de vezes, é mais barato do que extrair materiais virgens, contrapondo-se à economia linear. O modelo prevê a recuperação e regeneração de produtos e materiais no final de sua vida útil e seu retorno à cadeia produtiva.

O documento mostra como a embalagem pode contribuir para a transição e ajudar a construir um modelo de economia mais circular. Este processo engloba desde o projeto da embalagem priorizando o devido cumprimento de suas funções e consequente redução de perdas e desperdício de produtos, a otimização de sua estrutura e processo produtivo, até a revalorização de seu material após o consumo. Como lembra Gisela, “para isso acontecer é fundamental desenvolver novos modelos de negócio, norteados pela ecoeficiência e circularidade, com potencial para alavancar os mercados de materiais reciclados e novos”.

DOW lança PE de alta resistência

Rigidez e resistência ao abuso – entendida como resistência a quedas, perfurações, propagação de rasgos – superiores àquelas proporcionadas por resinas com densidade similar: esse é o benefício mais destacado pela Dow na apresentação do primeiro produto disponível no Brasil de sua linha de resinas para embalagens Innate, recém-lançada em âmbito mundial. “O desempenho diferenciado dessa resina permite, mantendo as mesmas propriedades, trabalhar com espessuras menores”, observa Gianna Buaszczyk, engenheira de pesquisa e desenvolvimento da companhia.

Comercializada com a sigla XUS 59910.02, a novidade tem densidade de 0,918 g/cm3 e fluidez de 0,85 g/10 minutos (2,16 kg, 190oC). “Para dar uma ideia da diferenciação desse material, digo que a resistência à queda de dardo para um filme de 25 µm de espessura feito com ela foi 65% superior à de um filme de resina metaloceno comercial de densidade similar”, relata Gianna.

Por enquanto importada de fábricas norte-americanas da Dow, a resina XUS 59910.02 é direcionada para extrusoras de balão. Nessa aplicação, complementa Gianna, “ela oferece excelente resistência de fundido, traduzida em boa estabilidade de processo”. Pode ser utilizada tanto em filmes monocamada quanto em coextrudados. Neste caso, informa a empresa, apresenta resistência ao abuso até duas vezes maior, comparativamente às resinas de PE utilizadas como padrão.

Aqui inaugurada por esse produto, a linha Innate é descrita pela Dow como composta por “resinas para embalagens de precisão”. Além de garantir a possibilidade de redução de espessura e peso sem prejuízo das propriedades mecânicas de resistência, esse primeiro produto anuncia ainda manutenção da rigidez, importante para os processos de envase, armazenamento e disposição dos produtos nas gôndolas do varejo.

A resina XUS 59910.02 promete também excelente desempenho de selagem a quente, perfil de sustentabilidade igual ou superior aos requerimentos de desempenho das embalagens, e aumento da produtividade das linhas de produção de convertedores e dos proprietários das marcas que utilizarão essas embalagens.

Gianna afirma não poder fornecer mais detalhes sobre isso, mas atribui as propriedades da nova resina a uma combinação entre um catalisador patenteado e controles avançados da tecnologia de processo. Para ela, as características da linha Innate abrem oportunidades para a criação de novos nichos de mercado a partir do desenvolvimento de embalagens e outros produtos com padrões inovadores. O primeiro produto dessa linha no mercado brasileiro é um polietileno de baixa densidade, porém, de acordo com Gianna, a família Innate é composta por resinas com ampla faixa de densidade.

A sacaria industrial e a indústria alimentícia – especialmente nos stand up pouches e na embalagem de comida para pets – serão os mercados aos quais a nova resina será inicialmente apresentada de maneira mais incisiva, comenta Adriano Aun, gerente de marketing para a divisão de filmes industriais da Dow na América Latina. “Mas a versatilidade, que permite seu uso em diversas aplicações, é outra característica desse produto”, afirma Aun. “Essa resina segue a tendência de embalagens mais sustentáveis, mais leves e eficientes, capazes de gerar valor em toda a cadeia e também de otimizar custos”, finaliza. (A.C.S.)