Inovações tecnológicas são aliadas aos processos de produção e geram novidades no mercado

A Indústria 4.0 é um conceito proposto recentemente, em 2013, originado a partir de projeto do governo alemão, que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, todas aplicadas aos processos de produção.

Este conceito tem um fundamento básico: mostrar que as fábricas que conectam máquinas e sistemas têm capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas em processos e se adaptar às mudanças inesperadas que podem acontecer nas etapas de produção.

Uma nova era de revolução industrial marca o início no mercado com este conceito, pois, com as fábricas inteligentes, diversos setores do mercado sofrerão o impacto provocado pela mudança nos produtos manufaturados. A Indústria 4.0 tem o objetivo de chegar ao modelo de indústria inteligente, que é caracterizado pela capacidade de adaptação, eficiência dos recursos e integração de todos os colaboradores envolvidos nos processos de criação, de valor e estratégia.

A partir de sistemas cibernéticos como Internet das Coisas e Big Data, os processos de produção têm a tendência de se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis. Isso significa que, com as fábricas inteligentes, diversas mudanças ocorrerão.

Pilares e princípios da Indústria 4.0

Existem alguns pilares que sustentam a base tecnológica para que a Indústria 4.0 se desenvolva. Os pilares, já citados anteriormente, são: Internet das Coisas e Big Data.

A Internet das Coisas ou IoT, tem como principal objetivo conectar objetos físicos, ambientes e máquinas à rede mundial de computadores, a qual permite a coleta e troca de dados entre os itens. Com a Indústria 4.0, o desenvolvimento da cadeia de produção passa diretamente pela IoT, pois os sistemas utilizados funcionam a base de sensores nessa conexão.

O Big Data, que significa gigantesco volume de dados estruturados e não estruturados que são coletados pelos softwares, se aplica na intenção de qualificar os dados recolhidos pela IoT, e transformá-los em informações relevantes para o negócio.

O tratamento de dados do Big Data inicia a partir dos ‘6 Cs’: conexão (rede industrial), cloud computing (computação em nuvem), cyber, conteúdo, comunidade (compartilhamento de informações) e customização.

Mas, além dos pilares de sustentação da Indústria 4.0, existem cinco princípios que contribuem de maneira direta para a implantação da tecnologia dos sistemas de produção inteligentes. São eles:

– Capacidade de Operação Instantânea – tratamento imediato de dados que oferecem possibilidade de tomada de decisão em tempo real;
– Virtualização – criação de cópia online que permite monitoramento remoto;
– Descentralização – aprimoramento dos processos de produção através da descentralização da tomada de decisões, que pode ocorrer a partir de um sistema cyber-físico e das máquinas, que fornecem informações sobre o ciclo de operação;
– Orientação a Serviços – uso de arquiteturas de softwares direcionadas aos serviços;
– Modularidade – produção com base sob demanda, que permite mais flexibilidade na alteração de tarefas previstas para as máquinas.

A segurança é um dos principais desafios para que a quarta revolução industrial seja um sucesso no mercado e, com esta tecnologia estratégica e conectividade que a Indústria 4.0 promete, os transtornos serão reduzidos ao máximo, e ainda, será fundamental que as companhias protejam o know-how, que estão contidos nos arquivos de controle dos processos.

(Fonte: Plastico Virtual)