Inovação nas embalagens deve ser feita de forma colaborativa

Antes de ser lançada no mercado, a empresa produtora precisa saber se a embalagem em questão é realmente aprovada pelo consumidor. Mais do que isso, para tanto, há a necessidade de se buscar informações prévias com todos os envolvidos na cadeia produtiva. É desse modo que se pode minimizar ao máximo a probabilidade de erros e perdas no negócio. Durante a FEIPLASTIC 2017 – Feira Internacional do Plástico foi realizado o Fórum FEIPLASTIC que, entre outros debates, tratou do tema “Inovação do Plástico na Indústria de Embalagens” e a conclusão entre os debatedores foi a de que para se chegar à inovação com mais eficiência é preciso fazer isso de forma colaborativa.

O Fórum foi aberto por Dan Reicher, diretor do The Boston Consulting Group (BCG), que abordou a temática da inovação sob o ponto de vista das empresas e dos grandes grupos, em todas as áreas.

Reicher afirmou que as empresas mais inovadoras do mundo não estão apenas na área de tecnologia, como mostra o senso comum. Empresas de aviação e as ligadas ao turismo, por exemplo, foram capazes de criar boas ideias dentro de suas áreas de atuação que geraram ótimos negócios, segundo ele. “O imperativo para se chegar a uma inovação realmente viável é avaliar muitas ideias até se chegar a algo válido”, ressaltou.

“Inovação não é mais opção, é o único caminho”, sentenciou o coordenador de Embalagem no Setor de Desenvolvimento de Mercado da Braskem, Albertoni Bloisi, que participou do círculo de debates sobre inovação e embalagens no Fórum FEIPLASTIC. Ele afirmou que as empresas precisam aprender com as startups (organizações caracterizadas por um grupo de pessoas trabalhando em conjunto para viabilizar novas ideias de produtos e serviços), que geralmente possuem poucos recursos e são muito rápidas para corrigir eventuais erros. “A ideia boa nunca nasce pronta, ela é fruto de um processo em construção contínua, com método e colaboração”, destacou.

É também por meio da colaboração que a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento para Embalagens e Especialidades da Dow, Angels Domenech, descreveu o processo de trabalho na sua empresa. Segundo ela, as soluções para os desafios impostos pelas demandas do mercado são abordadas de forma “holística”. No caso das embalagens para alimentos essas abordagens são feitas pensando na segurança alimentar, na minimização de desperdícios, nas eventuais perdas no transporte, entre outros cuidados. “Sempre trabalhamos com o conceito de embalagens com mais funcionalidades, ou seja, mais leves, seguras e que abrem com facilidade”.

Para o executivo de Comunicação da ABIPET (Associação Brasileira da Indústria do PET), Hermes Contesini, a embalagem é também uma ferramenta de marketing. Aos olhos do consumidor, continuou Contesini, o produto e o invólucro acabam sendo uma coisa só, daí a necessidade de se avaliar esse segmento de uma maneira especial. Sobre inovação, o executivo da ABIPET resumiu dizendo que não se trata necessariamente de algo complexo, em boa parte das situações, ela pode ser obtida de maneira simples. “Às vezes, a solução está na prateleira ao lado, na embalagem de um produto que nada tem a ver com o seu”, sugeriu.

(Fonte: 2PRÓ Comunicação, 06 de abril de 2017)