As 11 principais tendências em embalagens para produtos de beleza em 2017

No evento Packaging Innovations, em Londres, como parte do Fórum de beleza, Emmanuelle Bassman, fundadora e diretora da In-Trend Ltd, deu suas previsões para as próximas grandes novidades em embalagens de cosméticos.

  1. Passos de uma rotina de beleza

“Não é suficiente apenas lançar um produto. Você precisa vir com um protocolo. Rotinas de vários passos exigem uma embalagem que permita este comportamento “passo um, passo dois, passo três” ou um perfil “dia/noite”. E você precisa tornar isso perceptível na sua embalagem”.

  1. Menos é mais

“Em termos de ingredientes, menos é mais… e é necessário refletir isso na sua embalagem. Simplicidade é um quesito extremamente relevante”.

  1. Não tóxicos com embalagens inteligentes

“Temos reduzido o uso de conservantes e compensando essa redução com o uso de embalagens inteligentes que permitem a preservação do creme no seu interior. Também temos visto mais produtos “frescos” no mercado, desenvolvidos para serem armazenados em geladeira, uma vez que há uma grande ligação entre cosméticos e alimentos”.

  1. Tudo sobre alimentos

“Juntamente com a tendência de superalimentos, em beleza, estamos vendo uma tendência mais “faça você mesmo” para as embalagens. Os consumidores querem estar mais envolvidos; e não é algo relacionado a marcas caseiras; marcas premium também estão oferecendo isso como uma forma de permitir que os consumidores personalizem”.

  1. Associando dispositivos e produtos tópicos

“Hoje não é mais o suficiente usar apenas um produto tópico. Você precisa incrementar o seu efeito usando ferramentas. Pense no seu cosmético e, em seguida, pense em que tipo de dispositivo você poderia incluir no pacote, para que ele funcionasse ainda melhor”.

  1. Na rua

“O banheiro não é o único lugar onde são aplicados produtos de beleza. Estamos muito ocupados! Você precisa fazer um produto em formato de bastão portátil. Os produtos para uso fora de casa estão crescendo a cada ano! Mesmo produtos diários para cuidado da pele estão se tornando mais e mais sofisticados. Já existem peelings em formatos de lenços e pads”.

  1. Explosão de multiações

“Todos, atualmente, desejam produtos multiação e, se você tem um produto multifuncional, você tem que deixar muito claro na embalagem tudo que o produto faz. Você precisa expressar esta multifuncionalidade no projeto“.

  1. Impulsionando a mente para a beleza sensorial

“Queremos nos sentir bem e queremos nos sentir menos estressados. Como uma marca, você pode abrir outras emoções do consumidor – por exemplo, empresas gourmand procuram embalagens que façam com que você sinta vontade de comer. Com produtos de beleza capazes de proporcionar uma sensação, como um “frescor”, a embalagem pode contribuir, se ela expressar a mesma ideia”.

  1. Monitorando a beleza

“Agora temos o telefone e o produto – e eles vão ser ligados cada vez mais. Seguindo o lançamento do My UV Patch, da La Roche Posay, podemos esperar mais marcas com conceitos de conexão com smartphones”.

 

  1. Cor da pele

“Beleza não é apenas para peles brancas. E isso precisa ser sinalizado nas embalagens.”

  1. Embalado individualmente

“Com as tendências para produtos frescos e para uso na rua, tudo passa a ser cada vez mais embalado individualmente. Há uma tendência à diminuição no uso de produtos onde temos que colocar nossas mãos repetidamente em um pote, enquanto produtos como máscaras passam a ser vendidas em sachês de uso único. Então porque não fazer seus produtos de uso único, tornando-os muito mais atraentes para uso fora de casa?”.

(Fonte: Cosmetic Innovation, 26 de setembro de 2016)

Estilo de vida brasileiro inspira a indústria de cosméticos pelo mundo, informa Mintel

O Brasil se tornou um grande influenciador na categoria de Beleza e Cuidados Pessoais pelo mundo. E uma nova pesquisa da Mintel revela a extensão dessa influência. Porém, somente 10% dos lançamentos de produtos para a pele inspirados pelos estilos de vida dos brasileiros, vieram, de fato, do Brasil, enquanto 90% desses lançamentos vieram de outros países, entre agosto de 2013 e julho de 2014.

De acordo com a Mintel, a França é o país onde a presença brasileira é mais notada, com 16% dos lançamentos inspirados no Brasil vindo de lá. No Reino Unido, segundo país na lista, esse número é de 14%. Depois, vêm os EUA, 12%, e Japão, 10%.

Essa influência é detectada principalmente no campo dos ingredientes, que destacam informações como “brasileiro”, “do Brasil”, “originário do Brasil” ou “inspirado pelo Brasil”.

O mercado brasileiro também inspira os lançamentos globais no campo dos produtos para o cabelo. Anteriormente, a grande maioria dos produtos capilares lançados, que especificavam o uso de formulações sem sal, vinha do mercado brasileiro. Mas esse cenário vem mudando. Em 2011, por exemplo, o Brasil representava 95% desses lançamentos, enquanto 5% vinham dos outros países. Já em 2013, o Brasil foi responsável por 86% das formulações sem sal, e o restante do mundo, por 14%.

“Tradicionalmente, o Brasil tem sido visto como uma fonte rica de ingredientes naturais, mas hoje ele também se firma como um mercado de beleza inspirador. A determinação brasileira de demonstrar uma bela aparência alavanca o mercado de beleza do país. Ao mesmo tempo, misturar elementos da cultura brasileira com frutas populares, como o açaí e o cupuaçu, é uma abordagem atraente também para o consumidor estrangeiro,” explica Vivienne Rudd, diretora Global de Insights de Beleza e Cuidados Pessoais da Mintel.

Ao mesmo tempo em que mostra o seu papel no mundo como difusor de tendências, o mercado de cosméticos tem espaço para crescer internamente. Por exemplo, o mercado de produtos para a pele é caracterizado por produtos de posicionamentos básicos, como “hidratante”, encontrado em 77% das variantes, e “dermatologicamente testado”, presente em 40% dos itens, contra 66% e 26%, respectivamente, nos lançamentos mundiais. Por comparação, atributos como “iluminador” e “sem parabeno”, populares em todo o mundo, presentes em 25% e 21%, respectivamente, dos lançamentos globais, não entram entre os 10 posicionamentos mais populares no mercado de artigos para a pele no Brasil, considerando os lançamentos entre agosto de 2013 e julho de 2014.

A pesquisa da Mintel também revela que 27% dos consumidores brasileiros usam produtos para a pele do rosto, principalmente para melhorar a textura da pele, 25% para tratar e prevenir a acne e 23% para minimizar a aparição de linhas de expressões e rugas. De fato, o mercado de produtos para a pele vai bem. As subcategorias de protetores solares e produtos para o corpo tem um crescimento projetado de, respectivamente 12,5% e 12,4%, entre 2012 e 2016, bem à frente, do setor de cuidados faciais (6,3%).

“Há demanda para posicionamentos mais sofisticados no mercado brasileiro. Dermocosméticos e produtos híbridos, como base com protetor solar e BB e CC creams ganharão, cada vez mais, atributos de proteção, prevenção e personalização avançada, revelando o potencial da categoria de cuidados para a pele do rosto. Enquanto isso, produtos especializados para problemas de pele vão ajudar a expandir o mercado de produtos para o rosto,” afirma Vivienne Rudd.

Oportunidades também existem na área de produtos para cuidados com os cabelos, principalmente entre o consumidor masculino. De fato, a pesquisa da Mintel revela que 61% dos homens brasileiros usam xampu diariamente, em comparação com 27% das mulheres e 61% dos homens usam produtos de styling todos os dias, contra 41% das mulheres. No entanto, enquanto 33% dos homens escolheriam produtos específicos para o gênero masculino, apenas 2% dos lançamentos em 2014, no Brasil, foram voltados a esse público.

(Fonte: Boletim Informativo da Associação Brasileira de Cosmetologia, 22 de setembro de 2016)